Publicado em 24/08/2016 as 1:51pm

Brasil dá show na produção das Olimpíadas e fecha com chave de ouro

O Brasil foi o primeiro país da América do Sul a sediar os Jogos Olímpicos. No início, meses antes das competições iniciarem, recebeu muitas críticas vindas de diversos lugares do mundo, e inclusive do próprio Brasil, abordando as questões sociais e ambie

Por Marisa Abel

Foi encerrado neste domingo os Jogos da XXXI Olimpíada, popularmente chamada de Rio 2016, com um show inesquecível e um evento que marcou história.

O Brasil foi o primeiro país da América do Sul a sediar os Jogos Olímpicos. No início, meses antes das competições iniciarem, recebeu muitas críticas vindas de diversos lugares do mundo, e inclusive do próprio Brasil, abordando as questões sociais e ambientais que estiveram envolvidas as obras da Vila Olímpica, a poluição, o risco do Zika Vírus, a violência, tudo foi colocado em pauta.

Aqui nos Estados Unidos alguns apresentadores de programas de noticiários falavam de toda a problemática que o País ia enfrentar. Um país asiático fez um vídeo que viralizou na internet, muitos consideraram o vídeo grosseiro, que apontava a água o pior das competições e mostrava as pessoas em um mar de m****.

Depois vieram os problemas nos alojamentos, e saga da pira olímpica circulando o país, o assassinato da onça (animal ameaçado de extinção) e diversas outras questões.

Passado tudo isso o Brasil fez uma das aberturas mais lindas da história e com verba super inferior a dos anfitriões anteriores, chegou a ser 20 vezes inferior, supreendeu com uma cerimônia de cair o queixo. Isso consagrou a organização e o povo brasileiro como uma festa elogiadíssima no mundo todo.

Os jogos iniciaram e os atletas do mundo todo puderam enfim competir esquecendo tudo que a mídia havia divulgando anteriormente.

O americano Andrew Blustein, residente em Los Angeles comenta: “Sobretudo o que passou, na minha opinião, o Brasil fez um bom trabalho sendo o anfitrião dos Jogos esse ano. Infelizmente tivemos o escândalo com o nadador americano Ryan Lochte, o que ele fez foi feio e infeliz. Brasileiros são calorosos, super acolhedores e lindos”.

Para outro americano, Tommy Lawrence, o evento foi grandioso. “As Olimpíadas foram incríveis. Primeiro tivemos o problema abordado pela qualidade da água e tudo que ouvi era que as pessoas nem podiam tocar nela que você morreriam e que os mosquitos iam te matar, mas nada disso aconteceu, nem passou perto da verdade do que vimos no Rio. Assim que os jogos começaram foi muito divertido assistir e eu aprendi que os brasileiros levam o volley de praia muito a sério”, completa o morador de NY.

Sim o volley de praia é levado à sério, assim como outras modalidades do esporte.

A Health Coach, Megan Shaw, moradora do Michigan, nos concedeu uma entrevista com palavras que emocionam. “Um ato de bondade, é isso o que se trata os Jogos Olímpicos. É ver as pessoas do mundo todo unidas e lutando para conquistar seus sonhos. O Rio apresentou um surpreendente e lindo espaço. Brasileiros são amigáveis, hospitaleiros, e nunca esqueceremos um dos lugares mais lindos que as Olimpíadas foram realizadas. Obrigada por dividirem conosco sua cidade maravilhosa. Eu tenho a esperança de um dia poder ter essa experiencia em pessoa”.

Se os americanos são só elogios ao Brasil é porque eles têm mesmo o que comemorar já que os Estados Unidos são os campeões de medalhas destas Olímpiadas, totalizando 121, sendo 46 de ouro, 37 de prata e 38 de bronze, o segundo país melhor classificado foi a Grã-Bretanha, com 67, sendo 27 de ouro, e em terceiro a China, com 70, porém 26 de ouro.

O Brasil não cumpriu a meta de ficar ente os 10 melhores, mas conquistou a 13ª. posição com 19 medalhas, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Atletismo (salto com vara), Vela,  Judô, Boxe, Volley de Praia, Volley e futebol masculino foram as modalidades com ouro olímpico.

Foram duas semanas de muitas conquistas, competições, recordes, superações que ofuscaram as frustrações de quem não conseguiu conquistar as metas.

Para nós brasileiros levar o ouro no futebol masculino era a redenção para deixar aqueles inesquecíveis 7X1 de lado e mostrar ao mundo porque somos famosos como o País do Futebol. E nosso time provou que tem garra e consegue vencer, foi sofrido, foi com nervos à flor da pele e o coração na boca, mas o ouro olímpico é do Brasil pela primeira vez na história.

Se os brasileiros tiveram fortes emoções no sábado, no jogo de futebol contra a Alemanha valendo o ouro, domingo não começou diferente. Os meninos do Volley de quadra, guiados pelo técnico Bernardinho, fizeram nosso coração bater mais forte, as emoções ficaram à flor da pele novamente e a cada ponto uma vibração. Isso porque o volley é o segundo esporte mais popular do Brasil.

As duas medalhas de ouro mais requisitadas pelos brasileiros brilham reluzentes nas mãos de nossos jogadores que foram gigantes conquistaram o lugar mais alto do pódio para alegria geral da nação. Emoção que se multiplica ao ver o Hino Nacional Brasileiro ser tocado mais uma vez! Difícil controlar as lágrimas de alegria.

O Brasil também deu show com Rafaela Silva no judô, que virou notícia mundial e um ícone de determinação.

De todas os acontecimentos e todas as conquistas as Olimpíadas no Rio marcaram história. Foi lá que novos atletas se consegraram, lá que muitos reconquistaram o amor da torcida e o título de campeões, lá que muitos mantiveram seu status de melhor.

O encerramento, diferente da abertura, foi menos “impressionante”, porém mostrou um pouco mais de Brasil como a arte rupestre, as tradições nordestinas e as tradicionais marchinhas de carnaval. A pira olímpica se apagou com Mariene de Castro cantando "Pelo tempo que durar", de Marisa Monte e Adriana Calcanhoto.

Ao final o Maracanã virou Sapucaí, o samba enredo tomou conta do estádio e fez todo mundo vibrar de alegria com uma pitada de carnaval. Que aliás, falando em carnaval e alegria, somos experts!

Quem assistiu o encerramento pela NBC pode constatar os comentaristas rasgando elogios ao Brasil e principalmente ao povo brasileiro. “O que mais me impressiona nas músicas do Brasil é que, não importa como foi o seu dia, e só ouvir que você se enche de alegria”.

comentou um deles. Passado alguns minutos falando sobre tudo que se passou neste evento o outro completou: “Realmente o que o Brasil tem de melhor são os brasileiros”!

Rio 2016: Brasileiros ao redor do mundo comentam suas experiências

Por Marisa Abel

Entrevistamos brasileiros que estão em diversos lugares do mundo para contarem um pouco sobre a experiência de cada um. Confira!

Chef Carmem – NYC-NY

“Achei lindo, gostei muito da valorização das nossas raízes, muita criatividade, o País superou todos os problemas através das Olimpíadas, usando muito a criatividade e, apesar de todos os problemas, deu goleada. Nós da Golden Bites ® assistimos a cerimônia de encerramento juntos e queremos parabenizar os atletas e o povo brasileiro em geral”.

Tamara Roncoletta – Melbourne - Austrália

“Assistir em outro país foi ao mesmo tempo revelador e um pouco nostálgico. Revelador pois pude ver como os australianos vêem o meu próprio país. E como eles passam essa imagem aqui. Toda vez que falava que era brasileira a enxurrada de perguntas começavam. O que é interessante saber o quanto eles sabem do Brasil. E nostálgico pois faz com que você sinta mais falta ainda de seus amigos e familiares que eu deixei na minha terra natal. Apesar de toda a imagem negativa que a imprensa passou, o Brasil mostrou que sabe como trazer a alegria e espírito olímpico para a competição. Tenho orgulho de todo esses brasileiros que torceram e vibraram e fizeram desse evento algo único e inesquecível”.

Marcus Vinícius – Leipzig – Alemanha

"Foi emocionante e inusitado, pelo fato de eu morar na Alemanha e estar assistindo a final do jogo do Brasil contra Alemanha em um pub com amigos brasileiros e alemães que tínhamos acabado de conhecer. Foi um jogo de deixar os nervos à flor da pele, e o melhor de tudo foi receber os parabéns dos alemães do pub inteiro. Espírito olímpico!"

Ahmad Houmani – NYC – NY

“Aqui nos EUA em termos de transmissão deixou um pouco a desejar, nós como brasileiros tínhamos que correr atrás para assistir o que nos interessava, mais foi muito bom ver o nosso País fazer bonito apesar da zica e críticas ruins antes e até durante os jogos, provamos que somos um povo muito hospitaleiro que precisamos ser um grande potência para fazer bonito, chorei quando vi nossos jogadores tanto do vôlei quanto do futebol cantando nosso Hino Nacional Brasileiro, foi uma experiência maravilhosa, muito orgulhosa.”

Fernanda Ruggiero – Manaus – Brasil

“As Olimpíadas 2016 foram emocionantes, sorrimos junto com cada atleta, sofremos juntos, choramos juntos e mais especial, sentimos a mesma emoção juntos. Contagiante. Aprendemos um pouco mais sobre cada esporte e superemos nossas expectativas.”

Rafaela Azevedo – Rio de Janeiro – Brasil / NYC-NY

“Sou carioca e a princípio não estava nem um pouco animada com as Olimpíadas. Um dia em NY, vi a pira passando pelo Nordeste ao som de ‘minha vida é andar por esse país...’ Ali tudo mudou. Vim para o RJ e o espírito olímpico veio comigo. Ruas super seguras com a guarda Nacional, todas as línguas misturadas pela cidade. Tudo lindo, uma energia inexplicável. Fui a 2 jogos: volley feminino EUA x Itália e Brasil x Suécia na semi final do futebol feminino. O que era o Maracanã gritando Brasil? Perdemos o jogo, mas lutamos muito. Espero que essa energia dure um bom tempo por aqui porque o RJ olímpico deixou a cidade ainda mais maravilhosa!!”

Marina Pastana- Sorocaba-SP

“Foi emocionante ver nossos atletas jogando em casa me senti orgulhosa porque podemos mostrar as maravilhas do nosso País e estou feliz pelas medalhas conquistadas.”

Carine Matos – Roma - Itália

“Muito emoção mesmo com todos as problemáticas e polêmicas que saltaram fora, criticas diversas, a emoção continua sendo a protagonista. Mesmo estando distante da minha pátria amada cada vitória foi como uma bomba de adrenalina e de alegria. Perceber que a nossa essencia, principalmente o espírito guerreiro do brasileiro, é o combustível para a felicidade e para vencer as adversidades.”

Fonte: Brazilian Times