Publicado em 29/08/2016 as 2:00pm

Grave acidente de moto deixa rapaz na cadeira de rodas

Família precisa de ajuda para adaptar a casa de acordo com as necessidades de um cadeirante

Filho de mãe brasileira e pai irlandês, o americano Michael Lopes Raftery, morador de Malden (Massachusetts), não pôde comemorar seu aniversário de 27 anos, que aconteceu na última sexta-feira, dia 27, como nos anos anteriores.

O que era para ser só mais um dia, como todos os outros na rotina do jovem eletricista Michael, mudou o rumo da vida dele quando, no dia 11 de julho, dirigia sua moto na Eastern Ave (Malden), em direção ao trabalho, como costumava a fazer diariamente, quando um motorista (sem licença para dirigir) em uma caminhonete cruzou várias faixas de tráfego para tentar entrar em um estacionamento, fazendo com que Michael batesse no caminhão e, consequentemente, batesse em uma cerca. Um acidente que mudou, para sempre a vida de Michael e de sua família.

De acordo com informações passadas por Katie, o responsável pelo trágico acidente não foi detido, tendo apenas recebido apenas uma citação. “Do que sabemos, ele recebeu uma citação por dirigir sem uma licença. Não consegui entrar em contato com ele. Quando fui à casa dele, o pai dele falou que ele estava na praia com um amigo. E quando contatei o dono do caminhão (diferente do condutor), ele tentou insinuar que foi a culpa do meu irmão, contrário do que o relatório da polícia claramente mostra”, conta.

O jovem foi socorrido às pressas e levado ao Massachusetts General Hospital, onde permaneceu internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por nove dias. “Ele ficou cinco dias sedado com um tubo de respiração e alimentação. A partir de 20 de julho, ele foi para o Spaulding Rehabilitation Hospital, em Charlestown (MA) onde ele faz três horas por dia de terapia ocupacional e fisioterapia”, relata a irmã de Michael, Katie Lopes Raftery.

Segundo Katie, o irmão teve múltiplas fraturas em seu peito, perfurou o fígado, teve hemorragia cavidade pulmonar, o esôfago inchou e o mais grave: teve sua medula espinhal seccionada no nível T9, deixando-o paralisado da barriga para baixo permanentemente. O jovem que ama futebol, e jogava pelo time da escola na época da High School, não poderá mais jogar e terá que se adaptar à nova realidade, fazendo uso de cadeira de rodas. “Nossa vida mudou completamente”, desabafa Katie.

Se tudo correr bem, quase dois meses após o ocorrido, no dia 7 de setembro Michael deve receber alto do hospital e voltar para casa, porem a realidade a rotina da família foram totalmente modificadas, desde o acidente e devido ao uso de cadeira de rodas, a casa onde a família reside em Malden precisara passar por uma reforma para que as adaptações necessárias a um cadeirante, sejam feitas. “Há extensas modificações necessárias para tornar a nossa casa acessível a uma cadeira de rodas: a adição de uma rampa, instalação de um chuveiro adequado, alargamento das portas, nivelando os pisos etc.  Nós somos Testemunhas de Jeová e o trabalho está sendo feito por voluntários da nossa congregação em Saugus e outras que doam o seu tempo e energia nas noitinhas e fins de semana”, explica Katie.

Como Michael e solteiro, desde o acidente sua mãe tem se dedicado em tempo integral ao filho. “A minha mãe trabalha por conta própria e desde o acidente parou para estar ao lado do meu irmão todos os dias. A nossa comunidade tem sido tão boa conosco, mas há muitos custos que o seguro não cobre”, relata a irmã de Michael.

Para ajudar com a adaptação da casa e os custos adicionais do tratamento, amigos criaram uma conta no site de doações Gofundme: Katie reforça o pedido de doações e de carinho ao seu irmão, tão importantes nesse momento delicado que a família se encontra. “Quaisquer doações de todo tipo são mais que bem-vindas. O que pode incluir o tempo e experiência de alguém na construção, materiais, alimento para os voluntários, doações para a nossa conta GoFundMe ou endereço paypal kclr16@yahoo.com , ou mesmo um simples cartão enviado ao meu irmão (23 Norwood St Malden, MA 02148). Todo e qualquer coisa pequena ajuda”, afirma.

Para fazer uma doação, entre em contato com Katie pelo telefone (617) 990 6744.

Fonte: Da redação