Publicado em 30/08/2016 as 8:00pm

Após lutar pela vida do irmão, brasileira é diagnosticada com câncer

Após os exames, o médico descobriu que Hemilly tinha vários nódulos em ambos os lados do seu pescoço e também alguns no peito

Hemilly De Oliveira ficou conhecida na comunidade brasileira dos Estados Unidos depois que levantou uma campanha para ajudar o seu irmão Lucas De Oliveira. O rapaz sofreu um acidente de moto em Pompano Beach (Florida) em abril de 2014.

Desde então, ela lutou contra tudo e todos para que seu irmão tivesse os melhores tratamentos e fazia cada segundo de sua vida uma motivação para vê-lo recuperado. Na semana passada, o jornal Brazilian Times publicou uma matéria sobre a recuperação do jovem, que depois de quase um ano em coma, já faz alguns movimentos.

Mas a família de Hemilly vai enfrentar um novo problema, pois ela foi diagnosticada com Hodgkins linfoma. Mais uma vez a jovem atendeu a reportagem do Brazilian Times e falou do seu problema.

Hemilly conta que há dois meses observou que o lado esquerdo do seu pescoço estava inchado. Na época, ela pensou que era apenas um músculo inflamado por algo que poderia ter feito. "Então eu fui ao médico e ele receitou alguns antibióticos e também me deu alguns remédios para dor", fala.

Depois de dez dias fazendo uso dos medicamentos, o inchaço e a dor continuavam. "Meu pescoço só piorou e imediatamente fui atrás de uma segunda opinião médica”, fala ressaltando que passou por vários testes, incluindo de sangue e tomografias.

Após os exames, o médico descobriu que Hemilly tinha vários nódulos em ambos os lados do seu pescoço e também alguns no peito. "Ele avisou que eu precisava fazer uma biópsia para descobrir com certeza se eram cancerígenos", explica.

Após uma biópsia dolorosa, a brasileira foi diagnosticada com Hodgkins linfoma, uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.

A Doença de Hodgkin surge quando um linfócito (mais frequentemente do tipo B) se transforma em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se. Esta célula começa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas (também chamadas de clones). Com o passar do tempo elas podem se disseminar para tecidos adjacentes, e, se não tratadas, podem atingir outras partes do corpo.

Na Doença de Hodgkin, os tumores disseminam-se de um grupo de linfonodos para outros grupos de linfonodos através dos vasos linfáticos. O local mais comum de envolvimento é o tórax, região também denominada mediastino.

Hemilly fala que o próximo passo será fazer quimioterapia para se livrar do câncer. "Estou pedindo a todos que me ajudem financeiramente neste momento, pois o meu seguro vai cobrir apenas partes dos tratamentos que já fiz e ainda tem muito mais vindo por aí e são muito caros", disse. "Eu já paguei mais de US$ 2.000 do meu bolso e simplesmente não tenho mais meios para pagar o que falta dos tratamentos e não vou ser capaz de trabalhar quando tiver que passar pela quimioterapia", se emociona.

Ela já passou por duas cirurgias, sendo uma para fazer a biopsia e a outra para colocar o dreno e fazer a quimioterapia. Segundo Hemilly, a biópsia foi feita do lado esquerdo do seu pescoço, onde foi cortado para a retirada de um nódulo.

Do lado direito do seu peito, o médico colocou o dreno do pescoço até o seu peito para que ela possa receber a quimioterapia nessa região. As duas cirurgias foram com anestesia geral e mesmo assim Hemilly sentiu muita dor. "Além disso tive que fazer outros exames, como Pet Scan, Bone Marrow biopsy (na medula)", fala. "O médico disse que eu preciso começar logo e na quinta saberei quando vai iniciar a quimioterapia" finaliza.

CAMPANHA

Os interessados em ajudar no tratamento de Hemilly, podem fazer uma doação de qualquer valor em uma conta aberta no site Go Fund Me (www.gofundme.com/helpHemilly) ou depositar na conta de número 898021604228, no Bank of America, em nome de Hemilly de Oliveira. O objetivo é arrecadar US$15 mil e até o fechamento desta edição havia sido arrecadado pouco mais de US$3 mil.

Fonte: Luciano Sodré