Publicado em 2/09/2016 as 2:00pm

Brasileira acusa ex-marido de sequestro após o filho sair do Brasil para visitar o pai nos EUA e não voltar

Sem muito contato com o pai, com o apoio da mãe adolescente de 13 anos viaja para os EUA para passar férias com o pai e não volta na data agendada de retorno

Filho de pais separados, no dia 27 de junho, Gustavo Gaskin, embarcou sozinho do Brasil para os Estados Unidos, com destino ao estado do Tennessee. A viagem de férias tinha o propósito de aproximar o jovem garoto de seu pai, Samuel Gaskin, com quem o contato era esporádico e só pela internet.

Gustavo mora no Brasil, na pacata cidade de Santa Rosa de Biterbo, interior de São Paulo com sua mãe, a professora Cheyenne Menegassi e sua irmã caçula, Diana de 5 anos.

O adolescente viajou devidamente documentado, com autorização judicial, um iPad e um celular, que seriam utilizados para que Gustavo pudesse ter contato com a mãe, familiares e amigos durante o período de 30 dias que estaria de férias nos EUA.

Em uma publicação feita por Cheyenne Menegassi, na última segunda-feira, dia 29, em seu perfil no Facebook, ela relata a dor e a angústia que tem vivido, desde que seu filho viajou. “Sempre fui uma pessoa consciente da importância de um pai na vida de um filho, e por esta razão eu encorajei meu filho Guga a passar um mês de férias nos EUA com o seu pai, mesmo quando este mesmo pai não pagou pensão alimentícia nos últimos 11 anos, ou prestou algum tipo de ajuda, ou, tampouco, telefonou para seu filho em seus aniversários”, relata. “Eu, inclusive, investi para que o Guga falasse fluentemente o inglês, para que pudesse se comunicar com o pai ou sua família”, afirma na publicação.

Desde o embarque do filho, Cheyenne tentava contato via Facebook com ele e com o ex-marido, porém as mensagens nunca eram respondidas. Após 20 dias de tentativas frustradas de falar com o menino e com o pai dele, Cheyenne descobriu por meio de parentes de Samuel nos EUA que, há três anos, o ex-marido vive em isolamento com a mãe dele em uma fazenda, e que se tornou uma pessoa agressiva. “Escrevi para familiares americanos do meu filho (tios do Guga), perguntando quando eles iriam visitá-lo. A resposta que obtive foi mais assustadora: esses familiares nem sabiam da presença do meu filho nos EUA e informaram que eles mesmos tinham sido isolados/excluídos de qualquer contato com a própria mãe, explicando que Samuel (pai de Guga) expulsava-os da casa, com atitude de violência física, quando estes tentavam visitar a mãe”, relata no texto.

Após alguns dias ela recebeu uma mensagem do ex-marido, avisando que Gustavo não voltaria mais, foi quando finalmente, Cheyenne conseguiu falar com o ex-marido e o filho. Ela relata que as poucas conversas que tiveram foram monitoradas pelo pai, que a todo tempo demandava que o menor respondesse para ele em inglês o que estava sendo falado.

Passada a data em que o garoto deveria retornar ao Brasil (27 de julho), Cheyenne recorreu à Justiça brasileira para legitimar a guarda de Gustavo no Brasil e denunciar o caso às autoridades, em seguida ela embarcou para os EUA, onde chegou no dia 3 de agosto. Desde então ela só pode ver o filho uma vez, no dia em que houve uma audiência. Segundo informações da mesma, o menino está privado de contato com o restante da família e com os amigos, não frequenta a escola e está psicologicamente abalado.

Cheyenne Menegassi relata que o ex-marido conseguiu um documento na Justiça americana que dá a ele a guarda emergencial do garoto. Agora a professora aguarda a decisão judicial sobre o destino do filho e mobiliza uma campanha nas redes sociais para levar o menino de volta ao Brasil.

Fonte: Da redação