Publicado em 9/09/2016 as 12:00am

Brasileiro que confessou ter matado a própria filha sorri em audiência

Durante audiência ocorrida essa semana em New Bedford (MA), pai mais uma vez admitiu a autoria do crime e indicou a localização da arma que usou para cometer o crime

No início de julho um crime bárbaro envolvendo um brasileiro, chocou a comunidade brasileira e americana, sendo notícia em vários jornais.

O brasileiro Walter da Silva admitiu ter matado a própria filha, Sabrina da Silva, de 19 anos, a tiros. O crime aconteceu na noite do dia 3 de julho, quando Sabrina voltava para casa sozinha, após ter ido ao mercado em New Bedford (Massachusetts), quando foi alvejada pelas costas com diversos tiros, sem a mínima chance de defesa.

De acordo com registros do tribunal, horas antes do crime Walter e Sabrina iniciaram uma briga através de mensagens de texto por celular. Ela chegou a chamá-lo de “assassino, psicótico e violento”. Um dos textos, enviados por ela ao celular do pai, dizia: “Você vai para a cadeia de novo!”. Em outra mensagem a vítima parecia saber que corria risco de morte. “Às vezes eu acho que você quer me matar”.

Dias depois do crime Walter foi intimado a depor na polícia, mas fugiu de Massachusetts para Connecticut. Em 5 de agosto ele foi capturado por policiais em Connecticut enquanto almoçava em uma pizzaria.

Ao ser preso Walter teria admitido aos investigadores a autoria do crime, justificando que devido a um suposto envolvimento da filha com um homem mais velho, ele se sentia “desrespeitado”.

Valter foi detido sem direito a fiança, sob a acusação de assassinato e posse ilegal de uma arma de fogo carregada.

Novas informações sobre o caso

Walter teria sido deportado duas vezes para o Brasil, e por duas vezes ele retornou para os EUA, de acordo com a US Immigration and Customs Enforcement. Uma dessas remoções foi em 1999 e a outra em 2012.  Pesam contra ele também uma acusação de tentativa de homicídio contra sua ex-mulher, mãe de Sabrina.

Segundo recentes informações o ICE não estava ciente de que ele estava de volta nos Estados Unidos até que ele foi acusado da morte da filha.

Após assassinar Sabrina a sangue frio, ele teria assumido uma nova identidade e tinha um novo número de celular.

Declarações chocam familiares e amigos de Sabrina

Na última quarta-feira, dia 7 de setembro, durante audiência no Tribunal de New Bedford (MA), Walter da Silva sorriu ao entrar na sala. De acordo com informações da promotoria que cuida do caso, ele disse aos investigadores onde eles poderiam encontrar a arma 9 milímetros semi-automática, utilizada no assassinato de Sabrina e mais uma vez, com frieza, confessou "Eu fiz isso, eu atirei nela'' e dissimulado teria afirmado aos promotores que “ele iria ver a jovem no inferno”. A frieza das declarações chocou a comunidade.

Walter da Silva segue preso e deverá se apresentar novamente em tribunal dia 05 de outubro.

Fonte: Da redação

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