Publicado em 19/09/2016 as 4:00pm

Com o objetivo de transformar as relações humanas, Carlotas inicia projeto em NY

Através da arte, a organização social ilustra um mundo mágico, um diálogo sobre empatia e respeito, inspirando transformações no mundo real

Fundada em novembro de 2011 pela artista e empreendedora social paulistana, Carla Douglass, que há sete anos e meio reside em New York (NY), a organização social Carlotas, foi criada através de um convite de uma amiga de Carla, que e professora, e a convidou para ir até uma escola pública em Barueri (São Paulo), para visitar seus alunos e falar de arte com eles. Conversei com 3 salas, o que totalizava 50 crianças, de 5 e 6 anos. “Minhas pinturas estavam projetadas na parede e as crianças iam fazendo as perguntas que tinham preparado com as professoras. Eu sentia a animação delas por estarem conhecendo uma ‘artista’ (!!) -  como as professoras tinham me apresentado. Mas, percebendo a estranheza que os desenhos causavam, e ainda muito intuitivo eu perguntei a eles: ‘Quem aqui tem o cabelo perfeito? Quem aqui tem os pais perfeitos?’ Claro que todos tinham. Sempre temos respostas para tudo. E quem não é perfeito?”, relembrou Carla.

O Carlotas tem o objetivo de ser uma metodologia reconhecida em provocar a transformação das relações humanas, pelo exercício contínuo da empatia e a partir do olhar para si, para os outros e para o mundo, através do lúdico em suas diversas expressões. Através da arte, a organização social ilustra um mundo mágico, um diálogo sobre empatia e respeito, inspirando transformações no mundo real, sempre através da ludicidade.

O resultado do trabalho feito pelo Carlotas é o desenvolvimento de competências socioemocionais em crianças e adultos: coragem de trazer as imperfeições à superfície desconstruindo o perfeito, relações mais saudáveis e cuidadosas consigo e com os outros, respeitando o diferente, ambiente mais empático e pacífico, aumentando a conexão entre as pessoas. Tendo como missão, usar linguagens artísticas para gerar experiências lúdicas de desconstrução do perfeito. Desenvolver a valorização da diversidade e provocar a transformação das relações humanas pelo exercício contínuo da empatia.

“Apesar de eu morar aqui há muito tempo, estava dedicando quase todo meu tempo para as ações que acontecem no Brasil e na Alemanha. Este ano, estou pesquisando e estudando como trazer Carlotas para os Estados Unidos. Até o fim do ano, teremos o site e todo o material em inglês e alemão e, em 2017, quero ter alguns programas já em andamento por aqui”, relata.

Fonte: Da redação