Publicado em 3/10/2016 as 1:00pm

Viúvo de brasileira morta em Hoboken (NJ) não sabe como contar para filha

Karlos Magner, dono da creche em que a menina estuda, disse que conversou com Adrianus de Kroon no dia do acidente

Casado com a advogada brasileira Fabíola Bittar de Kroon, 34 anos, única vítima fatal do acidente de trem na estação de Hoboken, em New Jersey, na quinta-feira (29/9), Adrianus de Kroon ainda não sabe como e quando vai contar à filha do casal, de apenas um ano, o que ocorreu com a mãe.

“Ele disse: ‘como vou contar para ela? Como vou lidar com isso?’, contou Karlos Magner, dono da creche, que conversou com Adrianus no dia do acidente. Na manhã de quinta, Fabíola, havia deixado a menina na creche uma hora antes do acidente. Segundo Magner, a advogada buscava a filha na creche diariamente, e a enchia de beijos. As duas eram muito apegadas.

O único conselho que o educador conseguiu dar ao viúvo foi que ele desse o tempo necessário até sentir a hora certa para conversar com a filha sobre o acontecido. “As crianças são como esponjas, elas absorvem muito, mas elas entendem”, disse o educador.

ÚNICA MORTE

A única morte registrada neste acidente foi o da brasileira. Fabíola teria deixado a filha na creche e estava na área atingida pelo trem que descarrilhou, deixando 114 pessoas feridas.

O "NY Post", que falou com a mãe de Fabíola, Sueli Bittar, foi o primeiro a informar que a vítima era brasileira. A informação não foi divulgada inicialmente por autoridades americanas. Fabíola é de Santos (SP), e morava atualmente em New Jersey, perto de Manhattan (Nova York).

O NY Post informou que autoridades afirmaram que a mulher estava de pé na plataforma quando o trem número 1614 não conseguiu parar ao entrar na estação de Hoboken e se chocou contra a plataforma.

Segundo o portal G1, a mãe da vítima relatou que ela estava nos EUA há um ano. "A minha filha estava lá procurando uma nova casa para morar com o marido e com a filha. O que posso dizer é que agora fica um vazio. Ainda é tudo um choque para a nossa família. O meu marido nem consegue falar", disse, citada pelo portal.

O marido de Fabíola, que é holandês, estava fora da cidade e a filha do casal se encontrava em uma creche. Ela era advogada especializada em legislação brasileira, lei corporativa, negociações contratuais e indústria de consumo de bens, além de administração.

Fonte: Da redação