Publicado em 17/10/2016 as 11:59pm

Ativistas levam luta pelas ações de Obama na imigração aos tribunais

Os grupos apresentaram a ação em Illinois, tendo como base o processo movido pelo indocumentado mexicano, Martin Jonathan Batalla Vidal, residente em New York

Na quarta-feira (12), poderosas organizações defensoras dos direitos dos imigrantes entraram com uma ação judicial alegando que o juiz do Texas que suspendeu as ações executivas do Presidente Obama na imigração não pode envolver o resto do país em sua decisão. Os grupos apresentaram a ação em Illinois, tendo como base o processo movido pelo indocumentado mexicano, Martin Jonathan Batalla Vidal, residente em Nova York.

Em agosto desse ano, Martin apresentou uma ação judicial no Brooklyn (NY) alegando que as autoridades do Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS) cancelou ilegalmente a sua permissão de trabalho. A decisão foi tomada tendo como base a determinação de um juiz federal no Texas em 2015, a qual suspendeu a expansão da ordem executiva assinada pelo Presidente Obama conhecida como “Ação Diferida para Chegadas na Infância” (DACA). O jovem foi o primeiro e, até agora o único nos EUA, a combater judicialmente a decisão, que foi mantida pela Corte Suprema em junho desse ano. Ele entrou nessa luta com a mesma garra e espírito dos nova-iorquinos, argumentando que a decisão de um juiz no Texas simplesmente não se aplica às pessoas em Nova York.

“O Texas possui as suas leis próprias”, disse Vidal ao jornal NY Times, morador em Ridgewood, Queens. “Entretanto, outros estados, como Nova York e Califórnia, nós somos diferentes. Eu simplesmente pensei que não era justo para mim e milhões de outras pessoas que um juiz em algum outro lugar possa afetar as nossas vidas”.

Martin imigrou para Nova York aos 7 anos de idade com os pais e 3 irmãos mais novos e a família fixou-se em Jackson Heights, Queens. Quando eles mudaram-se para Bushwick, Brooklyn, o jovem estudou na Bushwick Leaders’ High School for Academic Excellence. “O Sr. Batalla Vidal considera Nova York a sua casa”, alega a ação judicial, “pois é o único lugar em que ele viveu enquanto adulto”.

Embora uma decisão sobre o caso demore meses, o Juiz Nicholas G. Garaufis, que avalia a ação judicial, parece ter adotado uma postura favorável com relação à disputa. Mesmo que simpatize com a posição do governo, ele tem evitado a ser tão radical “ao lidar com um tema envolvendo direitos individuais”.

“Eu não sei o que está acontecendo lá na fronteira do Texas, mas eu sei o que está acontecendo em Nova York”, comentou. “Eu estou bastante preocupado com isso, portanto, não tenho a mínima intenção de simplesmente seguir o rebanho do que está acontecendo no Texas; se os direitos da pessoa estão aqui”.

A próxima audiência está agendada para janeiro de 2017. “É muito bom ouvir o juiz. No final do dia, eu não estou lutando somente por mim; estou lutando por minha comunidade. Eu nunca estive no Texas e, honestamente, não estou interessado em ir”.

Fonte: Da redação