Publicado em 9/11/2016 as 3:04am

Brasileiros falam em cautela e união

o jornal Brazilian Times conversou com alguns brasileiros para saber o que eles esperam com a eleição do candidato

Assim que o nome do Republicano Donald Trump foi divulgado como o novo presidente dos Estados Unidos, um alvoroço tomou conta das redes sociais. Um misto de medo, surpresa e preocupação com o futuro tomou conta das comunidades imigrantes. Durante a madrugada, enquanto a apuração dos votos acontecia, o jornal Brazilian Times conversou com alguns brasileiros para saber o que eles esperam com a eleição do candidato que se mostrou "anti-imigrante" durate toda a sua campanha.

   Márcia Pretto, podutora de Eventos que mora em Everett, escreveu em sua página no Facebook que "a eleição de Trump significa o fim da era USA". Para ela, de agora em diante, os imigrantes devem apertar os cintos, concentrar seus esforços no trabalho e agir como "menos esnobismos".

   A produtora afirma que agora o "bicho vai pegar" ara o lado dos imigrantes e para todo o país.  Segundo ela, um forte período de recessão está por vir. "Estou com medo do futuro desta naç?o que eu aprendi a amar e respeitar! God Bless America", finaliza.

      A ativista comunitária Lídia, de Weymount (Massachusetts),  Souza falou que o resultado foi "surreal" e está assustada em ter uma pessoa como Trump governando a maior potência mundial. "Como agir se estamos nas mãos de um desequilibrado que não pensa em seus atos", disse.

Segundoe Lídia, o preconceito, o racismo e a intolerância serão alimentados "por este novo Nero". O momento é de silêncio, calma e um espírito observador.

   Cristiane Cammarano DeCarvalho, de Trumbull, Connecticut, escreveu que  "a eleição de Trump vai destruir um monte de trabalhadores e a vida das pessoas que vieram para este país sem qualquer apoio e abriram empresas, pagar os impostos com seus números de identificação fiscal, e tiveram que trabalhar muito duro para sobreviver enquanto milhões de americanos não fazem nada"

   Para o empresário e ativista polítivo, de Everett (MA), Júlio Morais, Trump ganhou a eleição presidencial, mas agora ele tem que enfrentar um outro desafio. Conquistar não só os republicanos congressistas e senadores, mas a ala democrata que fará de tudo para limitar o poder dele.

   "Não creio que Trump consiga fazer tudo o que disse durante a sua campanha, em especial a ameaça de deportar os imigrantes e construir um muro na fronteira. Para Júlio, Trump é um construtor e sabe o valor da mão-de-obra e a qualidade do serviços que o imigrante provém para essa sociedade. "Tambem acredito que ele não fará nada a favor - espero estar errado - acredito que ele vá fingir que nada vê em questão desse problema e tirar vantagens da mão-de-obra barata do trabalhador imigrante, disse.

   O momento é de união, segundo Júlio, e "mostrar para o Trump que somos numerosos e juntos podemos mudar esse quadro nas próximas eleições".

   A enfermeira Irenilda Alvernaz, que mora em Framingham (MA) escreveu que "o demônio se elegeu". Ela pede para que todos orem, pois a nação imigrante precisará de ajuda. "Que o Senhor Jesus tenha misericórdia de todos nós aqui neste país", afirmou.

   Já o produtor Pedro Pretto afirma que não há motivo para temortemor, "mas sim cautela. Isso porque Trump não pode fazer algo contra imigrantes, pois ele depende do Congresso. "Até mesmo os membroa do seu partido Republicano já se declarararam, antes da eleições que não apoiam Trump. "Ele querer é uma coisa e aprovar no Senado é outra", fala. 

   Para Pedro, a vitória de Trump serviu para mostrar que realmente uma maioria do povo está adormecida.

   O empresário e publisher do jornal Brazilian Voice, Roberto Lima, disse que  "se Trump terá poder para fazer tudo o que ele prometeu fazer durante a campanha é algo que ainda não sabemos".  Para o empresário, é impossível deportar 11 milhões de indocumentados.

   "É prudente esperar para ver o que transparecerá nos primeiros meses de sua administração. O certo é que os imigrantes amaeaçados por ele viverão em constante estado de pavor, a menos que o congresso cumpra com a sua obrigação e aprove uma reforma migratória ampla e justa", finaliza.

Fonte: braziliantimes.com