Publicado em 25/11/2016 as 9:00am

Preso há cinco meses, brasileiro será deportado em MA

A esposa de Wellington Pereira publicou um agradecimento e desabafo no Facebook

Preso há cinco meses, o goiano Wellington Pereira, 34, não conseguiu se livrar de um processo de deportação. Pelo menos foi o que publicou em sua página no Facebook, a esposa Claudicéia Souza Pereira, 36. Ela conversou com a redação do Brazilian Times e disse que não sabe o que fazer, pois está vivendo sozinha com os filhos, um de 13 e outro de 9 anos de idade. “Sem ele é muito difícil cuidar das minhas crianças”, disse.

Ela disse que ainda não sabe a data da deportação, mas confirmou que o marido perdeu o processo que moveu. “Minha cabeça está a mil”, fala agradecendo às pessoas que colaboraram para ajudar a pagar as custas advocatícias.

Ela chegou aos Estados Unidos no dia 19 de junho, com um filho de 13 anos de idade. Cinco dias antes, seu esposo, o goiano Wellington Pereira, 34 anos, entrou no país com uma filha de 9 anos.  Em ambos os casos, eles foram presos por agentes de imigração no Texas e se apresentaram em um Tribunal, o qual decidiu marcar uma audiência para junho do ano que vem. Foram colocadas no casal tornozeleirias com monitoramento eletrônico e determinado que eles tinham autorização de transitar somente nos estados de New Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island.

Mesmo sendo monitorado e com tribunal marcado para daqui um ano, o casal estava feliz, pois tinham esperanças de uma legalização no país. Isso porque ambos os filhos são nascidos nos Estados Unidos. Mas na sexta-feira, dia 24, começou o drama de Claudicéia. “Na quinta-feira (23), meu marido foi trabalhar e inocentemente entrou no estado de Maine para realizar um serviço”, disse ela ressaltando que ele deixou o celular no interior da camionete para subir no telhado. “Ele trabalha com instalação e manutenção de calhas”, continua.

Claudicéia relata que o marido terminou o serviço e foi checar o telefone e viu 20 ligações não atendidas da central que monitora a tornozeleira. “Ele ligou de volta e foi informado que ele estava em um local que não poderia estar. Imediatamente Wellington pediu desculpas e a pessoa do outro lado da linha solicitou que ele retornasse para a área de permissão e que no dia seguinte comparecesse ao escritório em Burlington”, explica ela.

O brasileiro, sem saber o que o aguardava, foi ao escritório, mas foi preso e encaminhado para um centro de detenção de imigrantes em Boston (MA). “Ele saiu com a mochila de trabalho e estava todo feliz com o nosso retorno para este país”, disse Claudicéia.

Atualmente Claudicéia trabalha apenas três dias por semana como baby-sitter. Ela mora em Lowell (Massachusetts) e novamente precisa da ajuda da comunidade para arcar com algumas contas até se equilibrar financeiramente. “Me preocupo muito com o futuro dos meus filhos, mas graças a Deus eles já estão estudando”, explica.

Quem quiser ajudar pode entrar em contato com ela através do telefone (978) 398-5874.

Fonte: Da redação