Publicado em 31/12/2016 as 4:00pm

A última entrevista de 2016: com vocês Ana Paula Valadão com exclusividade para o BT

A última entrevista de 2016: com vocês Ana Paula Valadão com exclusividade para o BT

A última entrevista de 2016 da sessão “Personalidades” é com uma das principais cantoras do segmento gospel no Brasil e líder do grupo Diante do Trono. Ana Paula Valadão  nasceu em Belo Horizonte, é filha dos pastores Márcio Valadão e Renata Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha. Ela é a irmã mais velha de André Valadão e Mariana Valadão. Aos 40 anos de idade Ana Paula parece viver uma das melhores fases de sua vida. Há cerca de um ano mudou-se do Brasil para os Estados Unidos, onde atualmente reside com seu marido, o pastor Gustavo Bessa e seus dois filhos: Isaque e Benjamim em Dallas (Texas). Este mês Ana Paula e Gustavo estiveram ministrando em igrejas em New Jersey.

Com muita simplicidade e simpatia, Ana Paula Valadão bateu um papo com exclusividade com o Brazilian Times onde falou de sua carreira, seu ministério e a experiência de morar nos EUA.

BT: Como tem sido esse um ano que você esta vivendo em Dallas com a sua família? Quais tem sido os principais desafios para vocês?

A.P.V: Tem um ano que estamos vivendo um novo tempo em nossas vidas. A vida aqui é bem diferente do Brasil pra nós, porque nós não temos o pai e a mãe para fazer ‘aquela visitinha’. Não tem uma série de apoios que no Brasil tínhamos, então nós ficamos muito mais juntos, muito mais unidos, passamos muito mais tempo um com o outro. Então esse um ano tem sido maravilhoso, ainda que de muitos ajustes, tem sido muito bom para fortalecer a nossa família. Eu acredito que esse é um dos pontos mais positivos que nós podemos citar.

BT: A Ana Paula acaba sendo anônima aqui nos EUA?

A.P.V: Sim, esse é outro ponto que muitas vezes é positivo (risos). Eu me lembro ainda na primeira semana que nós chegamos, estávamos fazendo compras no supermercado e o Benjamin, meu filho mais novo, falou assim ‘mãmãe porque que aqui no supermercado ninguém tira foto com você?’. Nós rimos porque as vezes a gente não acha que as crianças estão sendo influenciadas por tantas coisas, mas elas estão. Sem querer os meus filhos podiam estar já adquirindo um conceito de identidade baseado na fama da mãe, e não é isso que eu quero. Eu estou muito feliz porque eles aqui também são anônimos, são crianças normais, eu posso dizer assim. Então são muitos pontos positivos desse um ano aqui. O Senhor usa esses anonimato também para nos quebrantar, porque muitas vezes a gente acha que por ser alguém tido como ‘diferente dos outros’ merecemos algum favorecimento e quando nos tornamos igual, comum ou até desprezados, nós aprendemos muito. Ser humilhado as vezes faz muito bem para a nossa alma (risos).

B.T: Fale um pouco sobre a caravana que você e seu marido Gustavo Bessa estão organizando para a Jordânia em Junho.

A.P.V: Durante 17 anos obdecemos um chamado do Senhor para fazermos ajuntamentos estratégicos de adoração e intercessão dentro do Brasil, até que Ele nos levou a gravar em Israel... A primeira nação fora do Brasil foi Israel. Foi a gravação do CD Tetelestai em Maio de 2014 e agora nós estamos nos preparando para cumprir a próxima missão. Foi ainda lá em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, quando gravávamos a última música do CD Tetelestai que fala sobre o Ide, porque Jesus deu o ‘Ide’ naquele Monte antes de subir aos céus, e ele falou pra irmos até os confins da terra e eu me lembro que assim que terminamos de gravar me veio uma impressão muito forte de que deveríamos continuar indo pelas nações, fazendo esses ajuntamentos de adoradores e de intercessores e a primeira nação que o Senhor colocou no meu coração foi a Jordânia, que fica exatamente ao lado de Israel. O enfoque será a intercessão pelo mundo árabe, pelas igrejas perseguidas nos países árabes, pela crise dos refugiados... A Jordânia é um lugar de paz... um lugar seguro, um dos países que mais tem refugiados. Fica o convite para quem quiser estar conosco lá e nos demais lugares que o Senhor nos chamar.

B.T: Qual o papel dos cristãos nos dias atuais?

A.P.V: Eu acredito que uma das estratégias do inimigo é nos intimidar, ele quer que o crente tenha vergonha de abrir a boca, de se posicionar diante de uma maioria que parece ser um gigante intransponível, em questões da moral, em questões políticas, nas questões do dia-a-dia quando ele (crente) tem que ser diferente. Quando ele escolhe ser livre para dizer ‘não’, quando todos dizem ‘sim’, quando ele escolhe se posicionar como diferente. Nós não podemos ceder a essa intimidação, principalmente pessoas que estão em lugar de autoridade, de influência, seja na mídia, na política, fazendo leis, ditando moda. São pessoas que sofrem muita pressão para se calarem, mas temos que ser fortes até o momento que o Senhor falar ‘tá bom, pode aquietar’, mas temos que ser ousados e corajosos. Isso serve também para um jovem em uma escola, serve para uma pessoa dentro da sua família, diante de parentes totalmente avessos aos princípios do evangelho. Até realmente pessoas que estão aí pagando um preço ainda mais alto diante de um público que muitos vezes vem para ofender, para tentar fazer a gente se calar.

Fonte: Thaís Partamian Victorello