Publicado em 6/01/2017 as 2:00pm

Acusados de assassinar adolescente brasileiro são liberados com monitoramento eletrônico

Acusados de assassinar adolescente brasileiro são liberados com monitoramento eletrônico

Em lágrimas, Adriana Thomé disse a um juiz na quarta-feira (04) que os três rapazes presos após a morte de seu filho, Roger Trindade, deveriam permanecer presos. Apesar de suas súplicas, o magistrado decidiu que dois dos acusados, ambos com 15 anos de idade, que enfrentam acusações de homicídio culposo, podem ficar em liberdade com monitoramento eletrônico até a próxima audiência prevista para fevereiro.

Thomé e sua filha viajaram do Brasil para Orlando (Flórida) para a audiência, onde sua família vive desde que Roger foi espancado até a morte em Winter Park, no dia 15 de outubro.

O adolescente brasileiro foi encontrado inconsciente na Park Avenue e mais tarde declarado morto. Um médico legista determinou que ele morreu vítima de uma trauma causado por uma pancada muito forte e determinou que a morte foi um homicídio.

“Meu filho, ele morreu por nada”, disse ela. “Para estes rapazes divertirem”.

A polícia de Winter Park prendeu os três adolescentes no início de dezembro e cada um deles ficou detido em um centro de detenção juvenil desde então. Os nomes dos acusados não são divulgados pela mídia por causa de suas idades e a lei da Flórida não permite.

Nenhum dos acusados podem ter contato com a família de Roger ou entre eles e suas famílias.

Adriana disse, após a audiência, que ela acha que os pais dos suspeitos são parcialmente culpados pela morte de seu filho, porque eles deixaram seus filhos irem ao Central Park sem supervisão naquela noite.

Um pai de um dos rapazes de 15 anos e uma mãe do outro de 15 anos de idade, testemunharam na quarta-feira e dissera que eles não sabiam exatamente onde seus filhos estavam durante a luta e às vezes permitem que eles saiam sem supervisão.

A brasileira disse que sabia que Roger estava em Winter Park com seus amigos e o pai de um deles pegando um hambúrguer. Não está claro onde o pai estava durante a luta.

O pai de um dos adolescentes, que os promotores disseram gabar-se de seu “nocaute” disse ao juiz que seu filho começou a receber ameaças de morte após o crime. Isso fez com que ele enviasse seu filho para morar com sua mãe na Virgínia, onde mais tarde foi encontrado e preso.

Esse adolescente disse a um juiz que ele entendeu que não está autorizado a deixar o Condado de Orange até sua próxima audiência.

Ambos os meninos disseram que planejam se matricular na Escola Virtual da Flórida, o que lhes permitirá ganhar seus diplomas.

Adriana disse que planeja estar nas audiências em fevereiro e sua família vai lutar por justiça. Através de lágrimas, ela disse que espera que os pais compreendam que eles têm que assumir a responsabilidade por seus filhos. “A pior coisa para mim é que vou sentir dor mais do que esses meninos e esses pais porque vou lembrar meu filho todos os dias e ele era um grande filho”, disse ela, chorando. “Eu vou pagar mais do que esses meninos e seus pais, porque em 10 anos, 20 anos, eu ainda vou sentir essa dor. Os pais desses meninos, eles não vão se lembrar disso”.

Fonte: Brazilian Times