Publicado em 9/01/2017 as 4:00pm

Brasileira é acusada de não prestar contas de campanha

Em Maio de 2016 a comunidade se mobilzou para arrecadar dinheiro para enviar ao Brasil para ajudar mãe que tem a filha com leucemia

Comovidos com um pedido de ajuda através dos bazares da comunidade brasileira no Facebook, em Maio de 2016 um grupo de pessoas se uniram para iniciar uma campanha para arrecadar fundos para enviar ao Brasil e assim ajudar a pequena Kauany de 4 anos que passava por tratamento contra a leucemia.

O BT chegou a dar uma nota sobre o caso através da coluna semanal do Bazar Boston Novo e posteriormente uma matéria mais completa relatando a ação social da comunidade em prol da criança foi publicada em Junho.

Passado alguns meses um dos organizadores da campanha faz um alerta a comunidade, comunicando que a mãe da criança, Eliane Cunha, não cumpriu o combinado de prestar contas enviando comprovantes de onde o dinheiro arrecadado foi gasto e relatando ter sido bloqueado por ela no Messeger e no WhatsApp depois da insistir no envio dos mesmos. “Fui bloqueado pela mãe e pela radialista que faz a campanha criando a página no Go Fund Me”, relata.

Indignado com o ocorrido e desconfiado de que talvez a verba arrecadada não tenha sido utilizada da forma devida, Fernando Henrique fez um alerta a comunidade. “Entristecido venho aqui notificar que não ajudem mais ela aqui nos bazares, pois muitas pessoas a ajudaram e ela não quer passar o acerto”, afirmou. O brasileiro, que esta acostumado a fazer campanhas sociais na comunidade, estranhou o comportamento de Eliane ao se negar em enviar os recibos. “Quando ela me procurou me dediquei a campanha... Fiz vídeos, publiquei em vários lugares... Algo tem de errado”, relatou.

Outra pessoa envolvida na campanha (que prefere não se identificar) chegou a comunicar Eliane sobre a publicação de alerta de Fernando nos bazares e questionou o motivo pelo qual ela não prestou contas, incisiva ela diz: “Não sou que tenho que prestar contas e sim a responsável pelo link”. A pessoa a quem Eliane se refere seria uma radialista da comunidade chamada Julia Moraes, que foi quem iniciou a campanha de arrecadação através do site Go Fund Me, cuja a meta de $3.500 teria sido atingida em poucas semanas. Tentamos entrar contato com Julia para saber o que tem a dizer a respeito do caso, mas as ligações não foram atendidas.

Quem também ajudou a divulgar a campanha na época foi o repórter do Brazilian Globe Thathyanno Desa. “Eu tive a informação de que a menina foi curada e que faz tratamento. A própria mãe me falou. Quanto a campanha, não houve prestação de contas. Quando cobrei a mãe de nos passar as prestações de contas ela ‘tirou o corpo fora’. Disse que não tinha que prestar contas. Tem coisa estranha nisso”, afirma. Após inúmeras tentativas de contato solicitando a prestação de contas, Thathyanno revela também ter sido bloqueado pela mãe e pela criadora da campanha. “Elas me bloquearam e cheguei a ser ameaçado pela pessoa que criou a campanha. Tenho prints das conversas”, relata.

Muitos internautas comentaram a publicação mencionando ter colaborado com a campanha, outras pessoas dizendo se lembrar do caso e outras dizendo ter desconfiado da insistência das publicações pedindo arrecadação. “Eu desconfiei desde o início... Entrei em contato com essa mãe por inbox oferecendo doação de roupas, pois uma amiga estava indo para o Brasil, e ela disse que não queria, que só queria se a doação fosse em dinheiro”, afirmou Maria Gonçalves. Outra internauta também relatou ter oferecido doações de roupas e brinquedos e a mae não teria aceito.

O Brazilian Times abre espaço para que a mãe Eliane Cunha ou mesmo a radialista citada entrem em contato com a redação para dar a versão delas ou mesmo para fazer a prestação de contas cobrada pelas pessoas envolvidas na campanha, para que assim possamos esclarecer o caso para a comunidade.

Fonte: Brazilian Times