Publicado em 3/03/2017 as 8:00am

Eleitores de Trump uniram-se para libertar imigrante indocumentado

Eleitores de Trump uniram-se para libertar imigrante indocumentado

Apesar de 70% dos votos do condado a que pertence West Frankfort, no Illinois, terem ido para Donald Trump, a comunidade local, incluindo políticos eleitos e apoiantes do Presidente, uniu-se para ajudar um imigrante mexicano, que foi preso há três semanas por não estar legal no país.

Juan Carlos Hernandez Pacheco foi detido por agentes da autoridade para a Imigração na sua casa, durante uma busca que visava outra pessoa. Pacheco foi preso por não ter documentos legais que permitissem a sua permanência nos Estados Unidos, apesar de viver no país há 20 anos e ter até um negócio.

Só o movimento de solidariedade da comunidade local levou a que saísse do centro de detenção para onde foi levado, nesta quarta-feira, 1º de Março, depois de pagar uma fiança.

Vários vizinhos testemunharam que Pacheco é um membro importante da comunidade. Já em casa, o homem agradeceu a todos "por todo o seu apoio".

Para quem o conhece há mais de 10 anos, como Mark Williams, Pacheco "é um em um milhão", o "tipo de pessoa" que pode servir de modelo tanto para adultos como para crianças.

Porém, nem sempre foi assim. De acordo com os serviços de Imigração, o homem foi detido por não estar legal, mas também porque no passado foi condenado duas vezes por conduzir sob efeito de álcool. Pacheco garante que deixou de beber.

Na cidade, os amigos de Carlos estão convictos de que não será deportado com a restrição de leis anti-imigração prometida por Donald Trump. O próprio não culpa o presidente pelo que lhe aconteceu e disse à NBC: "ele está a defender o país. Tenho três filhos e mulher. Eles são cidadãos americanos. Acredito que ele está a fazer o que está certo… Ele está a proteger a minha família".

Como a mulher e os filhos de Pacheco são americanos, o seu advogado acredita que ele tenha boas possibilidades de ver o seu processo de legalização ser aprovado, o que lhe permitiria continuar a viver e trabalhar nos Estados Unidos.

Fonte: Brazilian Times