Publicado em 5/04/2017 as 8:00am

Marcha em Michigan luta contra deportações e perseguições aos imigrantes

Marcha em Michigan luta contra deportações e perseguições aos imigrantes

Diante de deportações e proibições de viagem, muçulmanos, cristãos, judeus e imigrantes mexicanos uniram forças neste domingo (02) para marchar pela liberdade.

A marcha reuniu cerca de 400 pessoas que caminharam do sudoeste de Detroit para Dearborn, em Michigan, comemorou o lançamento oficial da campanha “Vizinhos Construindo Pontes”.

Os organizadores disseram que formaram uma coalizão para promover a unidade entre os que chamaram de marginalizados e capacitar as pessoas afetadas pelas políticas do presidente Donald Trump.

Entre os manifestantes estavam famílias que serão separadas após o governo Trump ter impulsionado os esforços para conter a imigração e deportar os residentes indocumentados.

“A retórica contra as minorias, contra a comunidade imigrante, contra pessoas de certas religiões é algo que até o mais alto nível do governo defende”, disse Khalid Turaani, presidente do American Muslim Leadership Council. “E eu acredito que é perigoso para nós.”

Turaani juntou-se ao reverendo Marc Gawronski, da Igreja Católica St. Gabriel, Michigan United e outros grupos para formar o “Vizinhos Construindo Pontes”, que também defenderá a melhoria dos cuidados de saúde, educação e segurança nas comunidades.

Gawronski disse que é importante que diferentes grupos religiosos e raciais se unam porque todos têm desafios semelhantes. “(Muçulmanos) estão enfrentando uma proibição de entrar no país, os hispânicos estão enfrentando deportações”, disse Gawronski. “E o que essas duas coisas têm em comum é que fazem partes de são famílias que estão sendo separadas”.

A marcha começou em St. Gabriel e seguiu para a West Vernor Highway com os manifestantes que segurando sinais com mensagens tais como “o ódio não nos fará grandes” e “parem de separar famílias.”

Estrella Hernandez marchou em apoio de seu pai, que será deportado para o México em 14 de abril. Ela tem 23 anos de idade e disse que sua família imigrou para os Estados Unidos em 1998. Autoridades vêm tentando deportar seu pai desde 2008, quando ele foi preso após uma parada policial.

Hernandez foi beneficiada pelo Deferred Action for Childhood Arrivals, mas não será permitido ir ao México para visitar seu pai. “Se eu sair, não posso voltar”, disse ela. “As pessoas não entendem o que sentimos se não estiverem passando por isso”.

Gabriel Slaboski e Allie Zeff, da organização Jews for Justice, disseram que participaram da marcha para mostrar solidariedade com outros grupos religiosos. “Quando um grupo está sob ataque, todos nós estamos”, disse Zeff, de 25 anos, de Hamtramck. “E estes são nossos vizinhos e membros de nossa comunidade”.

Fonte: Brazilian Times