Publicado em 24/04/2017 as 1:00pm

Escolas de Condado na Flórida aprovam plano para proteger famílias de imigrantes

Escolas de Condado na Flórida aprovam plano para proteger famílias de imigrantes

Se as autoridades de imigração chegarem a uma escola do Condado de Palm Beach, na Flórida, buscando informações confidenciais sobre um estudante, os funcionários do local estão instruídos a "não cooperar".

A Junta Escola do condado aprovou, por unanimidade, uma resolução no dia 19 ordenando que os funcionários enviem a solicitação dos agentes de imigração para um advogado ou o departamento policial do distrito escolar.

A resolução vem em um momento em que muitas famílias do condado estão sentindo o estresse de saber que suas famílias poderiam ser forçadas a deixar os Estados Unidos porque não têm a documentação apropriada.

De acordo com o superintendente Robert Avossa, vários pais foram à reunião do conselho escolar para apoiar a resolução e expressaram os temores que veem ou sentem em escolas com grandes populações de imigrantes.

"Nós não sabemos se a imigração estará esperando escondida quando vamos deixar nossos filhos", disse Natividad Jimenez, um dos pais do Santaluces High School em Lantana, cujo espanhol foi traduzido para o conselho. "Mesmo os nossos filhos que nasceram aqui temem que seus pais sejam deportados e eles fiquem sozinhos", continuou.

“As crianças estão ficando cada vez mais ansiosas”, disse Johana Castillo, mãe e voluntária na North Grade Elementary, em Lake Worth. "Muitas delas não dormem à noite", disse. "As escolas do condado de Palm Beach tornaram-se segundas residências para essas crianças", seguiu.

Os hispânicos compreendem agora 33% dos 190.240 estudantes do sistema escolar, mais que os brancos, que compõem 32%, e os negros que compõem 28%. Esta é uma diferença marcada da população adulta do Condado de Palm Beach, que é 60% branca.

A matrícula em escolas hispânicas é maior nas escolas centrais do condado de Palm Beach, especialmente em West Palm Beach, Greenacres e Lake Worth. O maior número de estudantes vem da Guatemala, seguido por Cuba, México, Honduras, Brasil e Colômbia.

O chefe de polícia do distrito escolar, Lawrence Leon, disse que o distrito nunca foi solicitado pelas autoridades federais a fazer cumprir uma ordem de deportação, relacionada a uma criança na escola ou suas famílias.

A resolução exige a criação de planos de segurança para os alunos cujas famílias poderiam ser deportadas, o que incluiria um plano para onde um estudante iria viver se seus pais tivessem que deixar o país. O distrito quer que os conselheiros de orientação e uma equipe de apoio sejam treinados sobre como aconselhar as famílias nessas situações.

Fonte: Brazilian Times