Publicado em 24/05/2017 as 8:00am

Estudantes brasileiros são finalistas da maior feira de ciências do mundo

A competição contou com cerca de 1,8 mil jovens cientistas escolhidos entre as 425 feiras afiliadas em 78 países

Estudantes brasileiros conquistaram três prêmios na maior feira pré-universitária de ciências do mundo, a Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), além de cinco prêmios especiais, oferecidos por organizações internacionais que fomentam a ciência no mundo.

Com isso, eles voltam para casa com diversos prêmios em dinheiro que somam mais de US$ 8 mil, cerca de R$ 26 mil, mais as menções honrosas. A feira aconteceu em Los Angeles, na Califórnia, e a competição contou com cerca de 1,8 mil jovens cientistas escolhidos entre as 425 feiras afiliadas em 78 países.

Os premiados

O primeiro lugar ficou com Ivo Zell, alemão de 18 anos, por design e construção de um protótipo operado por controle remoto de uma nova aeronave “flying wing” (ou “asa voadora”), mais eficientes do que designs tradicionais de aeronaves, mas menos estáveis em voo por possuir pouca ou nenhuma fuselagem ou cauda.

Zell recebeu o prêmio Gordon E. Moore no valor de US$ 75 mil, ou R$ 245 mil, batizado em homenagem ao cofundador e cientista da Intel. Amber Yang, também de 18 anos, da Flórida, recebeu o Prêmio Jovem Cientista da Intel Foundation no valor de US$ 50 mil, em torno de R$ 163 mil, por sua abordagem inovadora para prever a localização de nuvens de detritos espaciais que se movem na parte de baixo da órbita terrestre.

Já Valerio Pagliarino, italiano de 17 anos, recebeu o outro Prêmio Jovem Cientista da Intel Foundation no valor de US$ 50 mil, R$ 163 mil, por seu protótipo de uma nova rede wireless de alta velocidade baseada em laser.

Entre os brasileiros, três projetos saíram com prêmios distribuídos pela Intel ISEF: o estudante Luiz da Silva Borges, do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul, ficou em segundo lugar em sua categoria com o projeto “Hermes Braindeck: uma interface cérebro-computador para comunicação com pacientes inicialmente classificados como comatosos ou vegetativos”, recebendo US$ 1,5 mil, ou R$ 4,9 mil.

Maria Eduarda de Almeida, aluna do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), recebeu US$ 500, ou R$ 1,6 mil, pelo quarto lugar com o projeto “BioPatriam: preservação da biodiversidade com plantas nativas brasileiras”.

A também aluna do Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Juliana Davoglio Estradioto, recebeu US$ 500, ou R$ 1,6 mil, empatou no quarto lugar, com o projeto “Desenvolvimento de um novo filme plástico biodegradável com subproduto de Passiflora edulis”.

Fonte: Brazilian Times