Publicado em 5/06/2017 as 12:00pm

Corpo de mineiro que morreu afogado na fronteira dos EUA é velado em Guanhães

Fabrício da Silva Santos era natural da cidade do Leste de Minas e tentava entrar ilegalmente nos EUA

O corpo do mineiro Fabrício da Silva Santos que morreu afogado ao tentar cruzar ilegalmente a fronteira do México para chegar aos Estados Unidos é velado neste sábado (03) em Guanhães, no Leste do estado. O corpo chegou a Belo Horizonte na noite dessa sexta-feira.

Familiares do mineiro organizou uma campanha com a finalidade de arrecadar dinheiro para pagar o traslado do corpo. A campanha foi promovida pela mulher dele, Monike da Paz, nos Estados Unidos, junto a amigos do casal e outros brasileiros que moram lá.

Fabrício da Silva Santos, de 31 anos, aparentemente se afogou na travessia do Rio Bravo, na fronteira entre os dois países.  O corpo dele foi encontrado por autoridades locais no dia 5 de maio, no povoado de Valência, município de Dias Ordaz, estado de Taumalipas. A polícia mexicana investiga o caso.

Em Guanhães que o rapaz, trabalhador de uma empresa de logística na cidade, já havia sido deportado dos Estados Unidos. Ele fazia a terceira tentativa de entrar no país. Antes, teria tentado a viagem por meios legais, mas não conseguiu visto.

O objetivo do mineiro era se encontrar com a mulher e o filho recém-nascido, que já estavam nos EUA, onde entraram legalmente.

ENTENDA O CASO

Fabrício estava tentando atravessar a fronteira para se encontrar com a mulher e o filho, de 6 meses. Ainda segundo a rádio, a família contou que essa não era a primeira vez que ele tentava entrar no país de forma ilegal, e que ele já havia sido preso e deportado.

Amigos e parentes do mineiro, da cidade de Guanhães, criaram uma campanha para tentar arrecadar dinheiro para fazer o translado do corpo de Fabrício para o Brasil. Até a manhã deste domingo, a página já tinha arrecadado mais de US$ 11 mil.

Em nota, o Itamaraty informa que o Consulado-Geral do Brasil no México acompanha o assunto e já está em contato com familiares de Fabrício. Em relação ao translado do corpo, o Itamaraty informa ainda que, em respeito à privacidade do brasileiro e sua família, e nos termos do artigo 55 do Decreto 7.724, não está autorizado a fornecer maiores informações sobre o caso.

Fonte: Brazilian Times