Publicado em 21/09/2017 as 10:00am

Após enfrentar terremoto, brasileiros se mobilizam para ajudar vítimas na Cidade do México

Abalo de magnitude 7,1 atingiu a região central do país no início da tarde de terça-feira, deixando mais de 225 mortos e um número ainda indefinido de feridos, entre eles dois brasileiros, segundo o Itamaraty.

Após enfrentar terremoto, brasileiros se mobilizam para ajudar vítimas na Cidade do México Carolina de Oliveira diz que a solidariedade após o tremor no México é emocionante.

Quando o alarme de terremoto soou, eu achei que tinha disparado por engano", conta a brasileira Elisabete Rocha Pagani, de 63 anos, que pensava estar preparada para enfrentar abalos sísmicos - afinal, morando há sete anos na Cidade do México, já havia passado por alguns e acabado de fazer um treinamento para situações assim.

Isso não impediu que fosse pega de surpresa e tomada pelo medo e pela sensação de impotência quando a terra tremeu na terça-feira. "Parecia que eu estava surfando no concreto. Você se sente a mercê da natureza, e muito frágil. Tem que fazer o melhor para se proteger e contar com a sorte."

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Pagani estava perto do edifício onde mora quando o abalo de magnitude 7,1 atingiu a região central do México no início da tarde de ontem, deixando pelo menos 225 mortos e um número ainda indefinido de feridos, entre eles dois brasileiros, segundo o Itamaraty.

Naquela manhã, ela havia cumprido a simulação anual que o México faz em 19 de setembro, data do terremoto mais intenso já registrado no país - em 1985, um abalo de magnitude 8 deixou 10 mil mortos e 30 mil feridos. A medida busca preparar a população para esse tipo de incidente.
Três horas depois, a brasileira enfrentava o pior tremor de sua vida.

Elisabete Pagani mora há sete anos na Cidade do México e diz nunca ter vivido um terremoto tão forte.

"Tudo chacoalhava. Ouvia estouros. Você fica desorientado. Agora mesmo, contando sobre isso, sinto tudo tremer. Essa sensação ainda vai durar alguns dias", diz. Quando retornou para casa, encontrou paredes rachadas, placas de massa corrida dependuradas e reboco pelo chão. "Parecia que havia acontecido um bombardeio."

Menos de 24 horas depois do tremor, Pagani já se dedicava a ajudar nos esforços de resgate e apoio às vítimas. Pela internet, ela e amigos haviam recebido pedidos de doações e de refeições fáceis de serem consumidas pelos voluntários. Decidiram, então, fazer um mutirão para preparar sanduíches - os 300 primeiros foram entregues pela manhã em um centro de ajuda.

"Aqui o auxílio é mobilizado muito rápido porque eles têm experiência com isso. Imediatamente surgem locais aonde levar doações. Universidades preparam voluntários para ajudar nos escombros. Os supermercados estão cheios de gente comprando de tudo para doar: comida, papel higiênico, material de limpeza, água."

Fonte: Redação - Brazilian Times

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