Publicado em 9/10/2017 as 8:00am

Brasileiro de 11 anos depõe em favor de estado santuário

Durante um evento da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa sobre o projeto...

Brasileiro de 11 anos depõe em favor de estado santuário Bryan de 11 anos, foi uma das 150 pessoas que prestaram depoimento.

Durante um evento da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa sobre o projeto “Safe Communities Act”, do senador James Eldridge, que aconteceu na quinta-feira, dia 8, o filho de um casal de brasileiros, Bryan Rosa de apenas 11 anos, foi uma das 150 pessoas que prestaram depoimento. O menino emocionou muitos dos presentes por sua sinceridade e espontaneidade. O projeto, se aprovado, vai impedir que a polícia exerça o papel de oficial de imigração, crie um registro de muçulmanos e criminalize imigrantes indocumentados.

Durante o discurso o menino disse: “Meu nome é Bryan Rosa, tenho 11 anos e estudo na escola Thomas Edison. Estou aqui para pedir o apoio de vocês a este projeto de lei. Minha mãe é housecleaner e meu pai trabalha na construção civil e eu tenho uma irmãzinha de 3 anos, chamada Maria. Eu tenho medo que um dia minha mãe não volte para casa. O que será da minha irmã (se isso acontecer)? Ela é muito pequena e quando crescer não vai lembrar dos nossos pais, do que mamãe nos ensina. Eu penso que se este projeto passar, as pessoas vão trabalhar mais relaxadas e se elas estiverem relaxadas, não tiverem medo, elas vão trabalhar mais e ganhar mais dinheiro, pagar mais impostos e o estado vai ter mais recursos para investir em ciências, transportes, educação e saúde”.

O deputado e presidente da mesa, Michael Moran chegou a perguntar para Bryan. “E você quer fazer o que quando crescer?”. O menino prontamente respondeu que queria ir para faculdade, quando Moran questionou o que ele gostaria de estudar na faculdade ele respondeu: “Quero fazer robôs para o exército, quero ir para o MIT”.

O evento da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa sobre o projeto Safe Communities Act reuniu dezenas de pessoas semana passada.

Nesse momento o auditório vibrou com palmas estrondosas. Bryan não titubiou nem um minuto diante da Comissão de mais de 10 senadores e deputados e uma plateia superlotada. Quando ele acabou seu depoimento e caminhou para a antessala onde uma fila de pessoas esperava para entrar, foi parado várias vezes por pessoas que queriam parabenizá-lo.

Ainda no mesmo evento, um dos depoimentos mais fortes foi o do prefeito Joe Curtatone, de Somerville, que disse “nós não vamos dar às costas aos imigrantes de nossa cidade, documentados ou indocumentados”. Outro depoimento forte foi o das advogadas Laura Rotolo, do Sindicato das Liberdades Civis, e Susan Church, da AILA. Susan é uma das advogadas responsáveis pela suspensão das duas ordens executivas do presidente para banir muçulmanos de entrarem nos Estados Unidos. No mesmo painel, sentou Amy Grunder, diretora de Políticas da MIRA.

A Comissão de Segurança Pública tem alguns meses para rever o projeto e decidir o que fazer com ele. Nesta segunda-feira, será um Dia de Ação, quando devemos ligar para nossos representantes políticos para pedir que apoiem o “Safety Communities Act”. A pressão é importante para manter o projeto vivo.

Fonte: Redação - Brazilian Times