Publicado em 1/12/2017 as 4:00pm

Bazar Beneficente vai ajudar no tratamento de brasileira com tumor cerebral

Vai acontecer nos dias 1 e 2 de dezembro um bazar beneficente com o intuito de ajudar a...

Bazar Beneficente vai ajudar no tratamento de brasileira com tumor cerebral O tumor no cérebro de Kênia afeta a visão, audição e fala.

Vai acontecer nos dias 1 e 2 de dezembro um bazar beneficente com o intuito de ajudar a brasileira Kênia Oliveira, que passa por alguns problemas de saúde e precisa da ajuda da comunidade para pagar os tratamentos médicos e outras despesas. Nestes dois dias de solidariedade, ´será servido um saboroso café e quem quiser colaborar pode doar qualquer quantia em dinheiro ou adquirir vários itens que estarão à venda no bazar.

O local deste evento será no Destiny Salon, localizado no 210 Pond Street, na cidade de Ashland (Massachusetts).

O bazar venderá roupas, sapatos, acessórios, além do café da manhã e sorteio de alguns brindes. Também haverá serviços prestados pela equipe da Destiny Salon.

Kênia Oliveira mora em Nashua (New Hampshire), tem 36 anos e é mãe de um adolescente de 15 anos. Em 2003, ela foi diagnosticada com um tumor cerebral e o médico lhe disse que era maligno, “somente porque poderia voltar e descer fragmentos para a sua espinha”.

A brasileira passou por uma cirurgia de 100% de retirada do tumor e ficou internada apenas cinco dias. “Não foi feita a radioterapia porque não era eficaz como nos dias de hoje e poderia me deixar com sequelas para o resto da vida”, explica ela.

O único problema, após a cirurgia, foi que Kênia teve dificuldades para enxergar, mas depois de três meses, a visão voltou ao normal.

O tempo passou e há um ano, a brasileira começou a sentir dores de cabeça, mas pensou que fosse decorrente do seu período pré-menstrual. “Em agosto, a minha médica pediu que eu fizesse uma tomografia, onde foi constatado que o tumor infelizmente havia voltado”, se emociona.

Kênia voltou ao seu cirurgião, no hospital Lahey Clinic, em Burlington (MA). “Repeti a tomografia e foi reconfirmado que o Epyndemoma (nome do tumor) estava de volta. Dessa vez maior e localizado em lugares muito importantes do meu cérebro, na área da fala, visão e audição”, continua.

A brasileira, novamente, passou por uma cirurgia, no dia 27 de setembro, a qual, de acordo com ela, foi a mais difícil, “não só para mim, pois durou 6 horas e 40 minutos, mas também para a equipe cirúrgica por causa da localização do tumor”.

Ela explica que era necessário mais cuidado para que não ficasse com sequelas.

Mais uma vez, “graças a Deus”, o tumor foi retirado de 90 a 95%. “Dois dias depois fui transferida para a UTI, fiquei com a fala afetada, perdi a audição do lado esquerdo, tive visão dupla e não conseguia engolir nada, nem a minha própria saliva”, fala.

Depois, ineriram uma sonda de alimentação em seu nariz que ficou por quase 3 semanas e em seguida transferida para a barriga, diretamente até o seu estômago. “Continuo com a mesma sonda até hoje, mas já consigo engolir um pouco melhor”, continua.

A brasileira ficou no Lahey Clinic durante vinte dias e depois mais três semanas no hospital de reabilitação. “Hoje estou de volta à minha casa, com limitações, preciso usar andador e o auxílio sempre de alguém comigo. Uma das sequelas que tenho neste momento é o balanço do meu corpo, que não está normal, e também a minha pressão que está oscilando muito, me causando tonteiras, sensação de desmaio, minha fala não está totalmente recuperada, mas bem melhor. Consigo me comunicar sem ter que escrever e não recuperei a minha audição”, conta.

O próximo tratamento será radioterapia, mas segundo o seu médico só poderá iniciar as sessões em Janeiro de 2018, pois precisa recuperar-se melhor.

Por causa da doença, Kênia não pode trabalhar e esta morando com a mãe Maria Lucia, que já é idosa, e seu filho de 15 anos, Henrique, a irmã Katia, responsável pela família.

Fonte: Redação - Brazilian Times