Publicado em 16/02/2018 as 1:00pm

Envolvidos em esquema que falsificava carteira de motorista para indocumentados em MA são condenados

O Immigration and Customs Enforcement (ICE), o Homenland Security Investigations (HIS) em Boston...

Envolvidos em esquema que falsificava carteira de motorista para indocumentados em MA são condenados Esquema funcionava no Haymarket RMV.

O Immigration and Customs Enforcement (ICE), o Homenland Security Investigations (HIS) em Boston e a Procuradoria-geral dos Estados Unidos em Massachusetts anunciaram, início da semana, a sentença de vários funcionários do Registry of Motor Vehicles. Eles são acusados de envolvimento em um esquema que produziu documentos de identificação falsos.

De acordo com as informações, David Brimage, 46, foi sentenciado pelo juiz do Tribunal Distrital dos EUA, Leo T. Sorokin, a oito meses em uma prisão e dois anos de liberdade supervisionada. Em outubro de 2017, o acusado e as comparsas Evelyn Medina, 56, Annete Gracia, 37, Kimberly Jordan, 33, e Bivian Yohanny Brea, 41, aceitaram se declarar culpados pela acusação de produzir documentos sem autorização da justiça e falsificar outros.

Todos os réus já foram sentenciados.

“A sentença de hoje destaca a vigilância contínua da força tarefa contra fraudes em documentos e benefícios da HSI e o combate aos esquemas de corrupção que prejudicam a confiança que a comunidade coloca em nossas instituições governamentais”, disse Michael Shea, agente especial em Boston. “Este caso é outro excelente exemplo da cooperação federal, estadual e municipal para combater este tipo de crime”.

O Procurador dos Estados Unidos, Andrew E. Lelling, disse que “o desfecho deste caso foi determinante para mostrar que os culpados serão responsabilizados por violar a confiança pública”.

Em dezembro de 2017, Angel Miguel Beltre Tejada, de 32 anos, um cidadão dominicano que residia ilegalmente na Jamaica Plain, foi condenado a dois anos de prisão depois de se declarar culpado por uma acusação de roubo de identidade. Ele também está sujeito a procedimentos de deportação após a conclusão da sentença imposta.

Em janeiro de 2018, Medina e Gracia foram sentenciados a 15 meses de prisão, respectivamente. Em fevereiro de 2018, Jordan também foi condenado a oito meses de prisão e Brea foi sentenciada a seis meses de confinamento em casa e três anos de liberação supervisionada.

Em outubro de 2015, a polícia recebeu uma carta anônima alegando que um funcionário da RMV era corrupto e estava fornecendo carteiras de motorista para pessoas que estavam usando identificações falsas. Uma investigação revelou que vários funcionários da Haymarket RMV - Medina, Gracia, Jordan e Brimage - estavam trabalhando com Brea e Tejada para fornecer licenças fraudulentas de Massachusetts e cartões de identificação para imigrantes indocumentados, por dinheiro.

O esquema envolveu várias etapas. Tejada e Brea obtinha os documentos de identificação pertencentes a cidadãos dos Estados Unidos que moram em Porto Rico e os vendiam a clientes que buscavam identidades legítimas em Massachusetts. Esses clientes incluíam imigrantes indocumentados, pessoa que foram deportados anteriormente, entre outros.

Tejada recebeu várias centenas de dólares em dinheiro cada vez que vendia documentos de identificação. Brea recebeu até US $ 2.700 por identidade e seu papel no esquema incluía ajudar os clientes a obter os documentos de porto-riquenhos e facilitar a aquisição dos documentos de identidade em Massachusetts.

O esquema funcionava da seguinte maneira: Brea e o cliente apresentavam as identidades roubadas ao Haymarket RMV, onde Medina, Gracia, Jordan e Brimage emitiam os documentos, mediante pagamento de centenas de dólares em dinheiro. Entre os documentos emitidos pela instituição estavam carteira de motorista e cartões de identidade.

Os funcionários também aceitavam subornos para usar o sistema RMV para executar consultas, incluindo auditorias do número do Segurança Social (Social Security), para confirmar que as identidades roubadas que os clientes apresentavam eram mesmo deles.

Fonte: Redação - Brazilian Times