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Publicado em 7/12/2018 as 6:45am

House cleaner brasileira é acusada de furtar US$72 mil de patroa em MA

Um cheque de $2,450 feito em um dos nomes que a brasileira usava Durante sete anos, Eve...

Um cheque de $2,450 feito em um dos nomes que a brasileira usava

Durante sete anos, Eve Dougherty confiou na mulher que limpava sua casa em Charlestown (Massachusetts). Ela não tinha razões para suspeitar dela. "Absolutamente nada. Nem mesmo um batom faltava”, disse.

No entanto, isso mudou radicalmente em outubro, quando Dougherty percebeu algo estranho: um cheque em nome da brasileira Aparecida Rodrigues Alves (conhecido pelos clientes como “Amanda”), o qual ela não havia assinado.

Uma sensação de pavor tomou conta dela quando viu o cheque no valor de US $ 2.450 e a partir daí a história só piorou.

Ela foi ao banco e ao analisar a sua conta, percebeu que aquele cheque estava longe de ser um incidente isolado. Dougherty encontrou oito cheques diferentes feitos para a mulher que limpava a sua casa, durante um período de um ano.

A brasileira durante uma audiência no Tribunal de Charlestown

"No total, mais de US $ 72.000", disse ela à NBC10 Boston Investigators.

Daugherty explicou que o nesta conta, no Citizens Bank, era para ter o dinheiro que ela e o marido depositavam para seus três filhos, todos atualmente cursando a faculdade.

"Demorou muito tempo para poupar esse dinheiro”, disse Dougherty. "É uma grande afronta para mim e minha família".

Dougherty relatou o suposto esquema para a polícia de Boston. Em novembro, Alves foi denunciada no Tribunal Municipal de Charlestown por acusações de fraude de identidade, furto e falsificação de cheques.

Depois de se declarar inocente, a mulher que mora em Malden cobriu a cabeça com uma jaqueta ao sair do tribunal, permanecendo em silêncio quando foi questionada pela mídia se alguém no banco já a havia questionado quando ela descontava os cheques.

Essa é uma das grandes questões que Dougherty tem: por que não houve um alerta quando uma mulher que ela pagava cerca de US $ 300 por mês durante anos subitamente começou a descontar cheques de milhares de dólares?

Eve Dougherty conta que jamais desconfiou da brasileira

Uma das supostas falsificações, em junho passado, é particularmente notável. A brasileira descontou um cheque no valor US$ 23.708 que foi usado para a compra de um “carro”. O cheque é feito em nome de Aparecida Alves, em vez de Amanda Alves, como Daugherty sempre assinava.

"Não faz sentido algum", disse Dougherty. "O banco deveria me ligar para confirmar um valor tão alto"

Quando Dougherty foi à sua agência do Citizens Bank para denunciar a fraude, ficou ainda mais surpresa com a resposta recebida. “Eles basicamente disseram que a responsabilidade deles é me enviar uma declaração e é minha responsabilidade vistoria a minha conta”, Dougherty.

Um porta-voz do Citizens Bank disse que não poderia falar sobre relações específicas com clientes por razões de privacidade, mas disse que a instituição investiu em salvaguardas que ajudaram a reduzir o impacto financeiro da fraude nos últimos anos.

"Quando detectadas, transações suspeitas são informadas para os clientes", disse um comunicado do Citizen Bank. “A triagem que empregamos tem o objetivo de detectar o maior número possível de ocorrências suspeitas e, ao mesmo tempo, permitir que os clientes conduzam seus negócios em problemas”.

Dougherty disse que depois da fraude ser exposta, ela descobriu que a brasileira retirava os extratos bancários da pilha de correspondência, um aparente esforço para cobrir seus rastros.

Ela disse que chegou à conclusão de que a maior parte das suas economias que iriam para os filhos na faculdade provavelmente se foi para sempre. “Eu acho que isso é algo que as pessoas precisam saber. As pessoas acham que seu dinheiro está seguro em um banco, mas não está”, se revoltou.

Até a tarde desta quinta-feira, dia 06, a brasileira continuava presa.

Fonte: Redação - Brazilian Times