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Publicado em 14/03/2019 as 5:00pm

Motorista de Uber brasileira denuncia passageiro por assédio sexual em Massachusetts

Trabalhando há dois anos como motorista no aplicativo Uber, uma brasileira conversou com a...

Motorista de Uber brasileira denuncia passageiro por assédio sexual em Massachusetts Mulher diz que foi assediada por passageiro

Trabalhando há dois anos como motorista no aplicativo Uber, uma brasileira conversou com a equipe de reportagem do A Hora da Notícia, comandada pelo jornalista Eduardo Oliveira, para denunciar um suposto abuso sexual que sofreu por parte de passageiro. De acordo com a reportagem, ela pediu para ter o seu nome mantido em sigilo e afirmou que um passageiro norte-americano teria oferecido US$100 em troca de sexo.

Apesar do caso ter acontecido em julho de 2018, a motorista decidiu contar a história para expor o problema que muitos que atuam neste trabalho enfrentam. “Eu me senti humilhada”, disse ela ressaltando que o passageiro retirou o cinto de segurança e tentou tocar os seios dela.

Ao perceber o que ele tentava, ela gritou para não tocá-la. “Eu sou apenas uma motorista de Uber”, disse ela em inglês.

Mesmo com a brasileira fazendo o alerta, o passageiro continuou suas investidas. Ela, que é casada e tem dois filhos pequenos, disse que o suspeito tentou tocar em suas partes íntimas. “Ele parecia estar embriagado e insistia muito em ter relação sexual”, continua.

A reportagem relata que ao perceber que a situação oferecia risco e poderia causar até um acidente, para acalmar o passageiro a brasileira disse que iria para a casa dele. “Ele disse ‘vai mesmo? Eu te dou o que você quiser’”, fala.

Neste momento a brasileira lembrou de registrar o ocorrido, ela tirou fotos e fez uma breve filmagem, que foi entregue à polícia.

Em seguida, a motorista da Uber parou na frente de uma casa que estava com a luz acessa e com voz firme gritou para o passageiro sair do carro. Dentro da casa, uma pessoa começou a ligar para a polícia. O passageiro se assustou, saiu do carro e fugiu. Apenas dois dias depois o americano se apresentou à delegacia de Arlington (Massachusetts).

A demora na resolução do caso deixou a brasileira com incerteza sobre o processo judicial. Mas ela disse que foi muito bem tratada pelos promotores e investigadores. “Eu fiquei muito abalada e estou em tratamento médico psicológico e psiquiátrico,” diz ela à reportagem.

De acordo com as informações, como o agressor é réu primário e não houve estupro, a defensora do Estado recomendou 18 meses de liberdade supervisionada, mas qualquer delito neste período, poderia levá-lo direto para cadeia. O detetive do caso disse que o rapaz é de família importante em Massachusetts.

Em uma audiência no Tribunal de Arlington, nesta terça-feira, 12, a brasileira teve o direito de apresentar o seu “victim statement”, que é a declaração em que a vítima diz como o crime a impactou. “Sofrer um assédio sexual é sentir-se violada passando a ter memórias vividas e intensas a todo momento. Essas malditas lembranças se relacionam com sentimentos de depressão e ansiedade mas o transtorno de estresse pós-traumático é presente nos meus dias,” disse ela, em texto escrito, que seria traduzido e entregue ao juiz.

Ainda na audiência, o advogado do agressor pediu ao juiz permissão para conduzir um exame psicológico para detectar se o seu cliente tem tendência de ser abusador sexual.

O caso não foi fechado e o americano volta ao tribunal no dia 10 de maio.

Após a audiência na Corte, a brasileira diz que não se sentiu vitoriosa e sim aliviada. Ela pediu à nossa reportagem para enviar um recado às outras brasileiras que dirigem para a Uber ou Lyft. “Peça para que todas as mulheres, independente de status imigratório, denunciem os abusos sexuais, assédios e afins. Porque realmente há justiça nesse país”.

Fonte: Redação Braziliantimes