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Publicado em 6/12/2019 as 10:00am

Brasileiro rouba mais de 50 mil em caixas eletrônicos de massachusetts

Usando cartões de crédito fraudulentos, um brasileiro roubou US$ 50.220 do caixa eletrônico...

Brasileiro rouba mais de 50 mil em caixas eletrônicos de massachusetts Rafael não pagou a fiança e continua preso.

Usando cartões de crédito fraudulentos, um brasileiro roubou US$ 50.220 do caixa eletrônico da Acushnet Federal Credit Union e talvez milhares de dólares dos bancos de Wareham e Cape Cod, de acordo com registros do tribunal. Rafael P. Dutra da Silva, 27 anos, que reside no 495 da Brick Hill Avenue, Apartamento 3811, em Miami, na Flórida, foi acusado em no Tribunal Distrital de New Bedford (Massachusetts) por 25 acusações de fraude de identidade; 26 acusações de falsificação ou emissão de cartão de crédito; 31 acusações de fraude de cartão de crédito abaixo de US$ 1.200; 11 acusações de invadir um depósito; e uma acusação de furto.

Em duas acusações separadas na semana passada, uma fiança em dinheiro foi fixada no valor de US$ 150.000, pelos juízes Paul G. Pino e Robert S. Ovoian.

Jonathan Darling, porta-voz do xerife Thomas M. Hodgson, do condado de Bristol, disse na segunda-feira, dia 02, que o brasileiro não pagou fiança e continua detido na Centro de Correção do Condado de Bristol, em Dartmouth (MA).

Segundo acusação, ele roubou o dinheiro de um caixa eletrônico do lado de fora do Acushnet Federal Credit Union entre o dia 26 de outubro e 24 de novembro.

O Departamento de Polícia da cidade foi alertado sobre as retiradas fraudulentas por Holly Raposa, gerente da cooperativa de crédito, em 8 de novembro, depois que notou "atividade fraudulenta" em seus caixas eletrônicos. Quando ele e os policiais revisaram os registros do caixa eletrônico, determinaram que, entre as datas de 26 de outubro a 24 de novembro, havia um total de 401 tentativas de transações que pareciam ser fraudulentas.

De acordo com o gerente, em um mês comum, haveria de 10 a 20 negações. Raposa notou um padrão em que o mesmo cartão foi usado três ou quatro vezes seguidas, obtendo uma negação e as demais bem sucedidas.

As transações negadas eram geralmente devido a um número PIN incorreto, um valor que excedia o limite de retirada, um cartão não é reconhecido pela união de crédito ou fundos insuficientes na conta.

Com base nas imagens de vídeo do sistema de vigilância, a polícia identificou Rafael como o “principal responsável por todas as transações fraudulentas que aconteceram na AFCU nas datas citadas anteriormente”.

Documentos do tribunal mostram que outras acusações pesam contra o brasileiro no Condado de Barnstable. “Além das acusações já apresentadas neste tribunal, Dutra da Silva também está sendo processado pelo Condado de Barnstable por incidentes semelhantes ocorridos em Wareham, West Falmouth, Yarmouth e Barnstable, com uma perda total para o país de US$ 100.000”, afirmam os registros.

Na segunda-feira, o chefe de polícia de Acushnet, Christopher R. Richmond, detalhou que "a investigação começou em sua cidade e a equipe de investigadores conseguiu trabalhar rapidamente com seus parceiros e apoio de outras comunidades.

Ele acrescentou que a polícia está trabalhando com o Serviço Secreto dos EUA e o assunto é uma investigação em andamento. O chefe acrescentou que as vítimas ainda não foram identificadas e que pode haver mais acusações criminais contra o brasileiro.

Quando a polícia prendeu Rafael, encontraram vários cartões de crédito, US$ 7.739,95 em dinheiro e 16 gifts cards da Applebees e Outback com tiras magnéticas na parte traseira. Tudo estava em uma mochila que o brasileiro carregava por cima do ombro.

O brasileiro admitiu que os cartões foram roubados e disse que os comprou on-line. De acordo com o seu testemunho, no Tribunal, o material foi entregue a ele em um Dunkin cujo endereço não foi não revelado. Ele também afirmou que foi à agência em Acushnet porque o site em que comprou os cartões "tem uma lista de locais e caixas eletrônicos que produzem as maiores taxas de sucesso com os cartões fraudulentos".

No momento da prisão, segundo o relatório policia, Rafael estava enviando mensagens para alguém através do seu telefone celular. Este mesmo aparelho recebeu uma ligação mais tarde de uma mulher tentando localizá-lo e se apresentou como "uma amiga da família".

O brasileiro pode ligar para um homem depois de sua prisão. Tudo foi gravado e traduzido pela polícia. “Estou aqui... aquela coisa da internet, aquela coisa no caixa eletrônico, não deu certo. Fui preso com US$ 7.000 mais esses cartões. A cidade é Acushnet. Agora tenho que esperar aqui, só não sei por quanto tempo”, disse durante a ligação.

Além disso, após uma investigação feita pela polícia de Acushnet e Serviço Secreto, descobriu-se que o carimbo "embaçado" no passaporte do brasileiro era fraudulento, pois indicava que a data que ele entrou nos EUA foi 12 de novembro. Mas o Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) confirmou que a entrada foi em 11 de setembro.

A polícia foi ao Hampton Hill, onde o brasileiro estava hospedado, mas descobriu que antes uma chave reserva foi dada a um homem que se apresentou como Rafael. Quando os policiais entraram no quarto não encontraram nada. Era como se ninguém estivesse ali.

Após verificar as imagens do circuito interno do hotel os policiais viram o homem que se aproximou do balcão e se apresentou como Rafael. Os investigadores acreditam que ele faça parte deste esquema e que ambos trabalharam juntos para roubar o dinheiro.

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