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Publicado em 12/12/2019 as 12:00pm

Após intenso debate, condado em Dakota do Norte aprova continuar aceitando refugiados

Após várias horas de debate público altamente controverso, a Comissão do Condado de...

Após intenso debate, condado em Dakota do Norte aprova continuar aceitando refugiados A brasileira Isabel Oliveira afirma que a região precisa de mais mão-de-obra imigrante.

Após várias horas de debate público altamente controverso, a Comissão do Condado de Burleigh, em Dakota do Norte, votou segunda-feira, dia 9, para continuar aceitando refugiados.

A comissão ficou dividida em 3 a 2 em uma decisão que poderia ter transformado Bismarck na primeira cidade dos Estados Unidos a proibir novos refugiados.

Os comissários Jerry Woodcox, Mark Armstrong e Kathleen Jones votaram para continuar aceitando os refugiados, enquanto que o presidente da Comissão, Brian Bitner, e o comissário Jim Peluso votaram contra a medida.

Esta medida aprovada limita o número de reassentamentos em 25 no próximo ano e permite que a questão seja revisada anualmente.
A reunião, que deveria acontecer na semana passada, foi remarcada para esta segunda-feira depois que mais de 100 residentes da cidade expressaram desejo de falar sobre o assunto.

O local escolhido, o refeitório da Horizon Middle School, em Bismarck, não foi suficiente para comportar as pessoas. Mais de 500 ocuparam o espaço interno e algumas ficaram do lado de fora.

Uma fila extensa fila de oradores cercou o palco até o fundo da sala. Ao todo, a comissão ouviu mais de 50 palestrantes, incluindo ex-refugiados que foram reassentados em Bismarck, líderes religiosos, políticos e residentes do condado que defendiam ambas as opiniões sobre o assunto.

Tresor Mugawaneza, chegou a Bismarck como um refugiado de 16 anos de idade, vindo da República Democrática do Congo, devastada pela guerra. Ele disse que sua história é uma prova de que os refugiados contribuem de forma positiva para a comunidade. Rapidamente aprendeu inglês, tornou-se um destaque no futebol e conseguiu um emprego lavando pratos no restaurante Wood House.

Ele lembrou que andava de bicicleta para chagar ao trabalho - mesmo no inverno. Agora com 20 anos de idade, na Universidade de Mary, o imigrante espera administrar seu próprio negócio algum dia.

“Não estamos neste país apenas para receber dinheiro do governo", disse. "De fato, estamos aqui para trabalhar e ter sucesso na vida, como todo mundo, além de constribuir para o crescimento de nossa comunidade”.

Os que se opunham a novos reassentamentos falaram principalmente sobre o custo dos contribuintes para acomodar refugiados e a necessidade de ajudar as pessoas desfavorecidas que já vivem na comunidade.

O deputado estadual Rick Becker, R-Bismarck, foi o primeiro palestrante na reunião que durou quatro horas. Ele disse que a comunidade não pode continuar aceitando refugiados porque os custos dos cofres públicos gatos com serviços médicos, moradia e escolas para as famílias de refugiados ainda são desconhecidos.

O prefeito de Bismarck, Steve Bakken, também se manifestou contra a medida, dizendo que a comunidade deve primeiro enfrentar os problemas para ajudar desabrigados e as disparidades raciais com os nativos americanos antes que possa receber mais refugiados.

Isabel Oliveira, imigrante brasileira que é dona do James River Cafe, com o marido, disse que o estado deve receber todas as pessoas trabalhadoras que encontrar para preencher sua força de trabalho. "Meu negócio está diminuindo porque não temos trabalhadores suficientes", disse ela.

Fonte: Redação - Brazilian Times.

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