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Publicado em 4/04/2020 as 8:00pm

Brasileiros usam isolamento social para se aproximar da família e reflexão

Em casa, Zé Pereira procura se proteger do vírus. A pandemia do coronavírus resultou em...

Em casa, Zé Pereira procura se proteger do vírus.

A pandemia do coronavírus resultou em isolamento social e fechamento do comércio não essencial. Esta medida foi bastante criticada, principalmente por aqueles que gostam de sair, fazer novos amigos. Mas apesar das críticas, este período “trancado” em casa serviu como uma ponte para aproximar as pessoas e oferecer momentos de reflexão.

O Brazilian Times conversou com alguns brasileiros que vivem em Massachusetts para saber a opinião deles sobre o assunto.

O mineiro José “Zé” Pereira, tem 57 anos de idade e reside nos Estados Unidos há 20 anos. Ele, que é natural de Sabinópolis (Minas Gerais) disse que continua a trabalhar, mas com horário reduzido.

“Eu saio pela manhã, dirijo até a loja de autopeças que fecha às 4:00 pm”, fala ressaltando que volta para sua casa e fica em seu quarto. “Procuro ter o mínimo de contato possível, seguindo as determinações das autoridades”, continua.

Ele reside atualmente na cidade de Ashland e sempre trabalhou na área de transportes, como motorista de limousine e de aplicativos de viagem, além da construção e restaurantes.

Atualmente ele trabalha em um Junk Car, onde é borracheiro. Em relação às restrições determinadas pelo Governo, ele aconselha aos brasileiros “que não tentem driblar as leis e orientações das autoridades”.

O mineiro acrescenta que seu trabalho em festas, limousines e construções parou e, mesmo diante do fato de que não receberia salários, ele está disposto parar tudo se preciso for preciso para ajudar a conter a propagação do vírus.

Como a borracharia foi inserida na lista de trabalhos essenciais porque também é uma loja de autopeças, Zé Pereira continuou a trabalhar, mas com horas reduzidas. “Mas o que estou ganhando ainda é pouco devido a esta redução. “Mesmo assim só tenho motivos para agradecer e me cuidar”, disse.

“Por favor, se as ordens são para parar, respeitem, pois as autoridades entendem que isso é importante para ajudar a conter a disseminação do vírus”, orienta. “Se cooperarmos, sairemos dessa o mais rápido possível e com certeza aprenderemos muito com esta crise mundial”, finaliza.

Da mesma forma pensa a médica esteticista e modelo fotográfica, Kizzy Rocha Fialho, 30 anos. Ela é mineira de Belo Horizonte e reside há 15 anos nos Estados Unidos, na cidade de Lynnfield, com o esposo e a filha. Para superar o período de isolamento ela aproveita o tempo para estudar e pesquisar assuntos sobre sua profissão.

Além disso, ela tem mais tempo para conversar, através da internet, com os familiares e amigos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Também tento organizar a minha casa, brincar com minha filha e assistir a filmes em família”, acrescentou.

Kizzy aconselha à comunidade para se acalmar, pois é uma fase difícil que todos estão enfrentando, “mas vai passaer”. Ela destaca a importância de icar em casa e aproveitar para curtior a família. “Confie em Deus e espere, pois tudo tem um começo, meio e fim. Isso vai passar e nós, brasileiros, temos que nos unir para ajudar uns aos outros nesse momento de incerteza”, continua.

Para ela, a maior dificuldade enfrentada pelas pessoas “é a incerteza do que será o amanhã”. Ela também cita a preocupação em não poder ir trabalhar e o medo de faltar alguma coisa para os filhos, além do medo de adoecer.

Kizzy ressalta que sempre é importante tirar algo positivo em situações difíceis. “Um lado positivo deste isolamento é estar em casa, com pessoas que amamos, ter tempo de brincar com nossos filhos, jantar em família, refletir sobre a vida e viver um dia de cada vez”, finaliza.

A produtora de eventos Márcia Pretto disse que foi obrigada a cancelar todos a sua agenda de shows, principalmente o Baile do Sul, uma das festas mais tradicionais da comunidade brasileira em Massachusetts. Ela, que também trabalha na área de limpeza de casas, acrescentou que suas atividades neste setor também foram interrompidas.

Durante o período de isolamento social, ela está em seu apartamento junto com sua ajudante.

Márcia explica que está utilizando o tempo livre para promover uma campanha que visa confeccionar máscaras para ajudar os profissionais que estão na linha de frente contra o coronavírus. “Também estou usando as redes sociais para conseguir que mais pessoas ajudem neste trabalho”, disse.

Ela reuniu um grupo de sete costureiras brasileiras e com a ajuda de empresários e amigos conseguiu dinheiro para comprar o material necessário para a produção. “Começamos a entregar no sábado, dia 28 de março, e já atendemos cinco hospitais, duas penitenciárias e nurse home.

Em relação ao isolamento social, ela explica que cabe a cada pessoa decidir o que fazer, mas orienta a todos seguirem as normas estabelecidas pelas autoridades de saúde. “Temos que nos unir e acreditar que tudo vai passar. Teremos momentos difíceis, mas a nossa fé vai nos ajudar a vencer”, finaliza.

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Kyzzy e a filha em momento família
Márcia Pretto usa o tempo em casa oara conversar com internautas e promover a solidariedade

Fonte: Redação - Brazilian Times.

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