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Publicado em 19/07/2023 as 6:00pm

Família de Ipatinguense acusado de latrocínio na Pensilvânia luta para evitar que ele seja condenado a prisão perpétua

A vítima, que também era brasileiro, atuava como comparsa do criminoso.


Bruno continua preso no Panamá

O mineiro de Ipatinga, Bruno Menezes de Freitas, 19 anos, está preso desde dezembro de 2022 no Panamá. Ele é suspeito de ter praticado roubo que terminou com uma morte na cidade da Filadélfia (Pensilvânia) e no momento da prisão estaria fugindo para o Brasil.

A vítima, que também era brasileiro, atuava como comparsa do criminoso.

Os investigadores do Departamento de Polícia da cidade relataram que o suspeito, junto com dois homens, também brasileiros, tentaram assaltar um salão de cabelereiro na noite do dia 1º de outubro de 2022. Um deles atirou no cabelereiro e o outro não gostou disso e tentou tomar a arma do colega de crime.

Os investigadores também relataram que o jovem foi detido quando fazia a conexão de um voo que partiu do México para o Brasil. as autoridades dos Estados Unidos pediram a extradição de Bruno para ele ser julgado pelo crime no estado da Pensilvânia, onde latrocínio é considerado homicídio de segundo grau e, portanto, recebe pena de prisão perpétua. “Contudo, a aplicação da pena de prisão perpétua a condenados extraditados fere a Convenção Interamericana sobre Extradição da Organização dos Estados Americanos (OEA)”, disse Simões Coelho advogado contratado pela família para defender o brasileiro,

Os familiares estão focados nas convenções internacionais que determinam que um país não pode extraditar um suspeito de crime se houver o risco de ele ser condenado a uma pena que não existe no país onde ele está no momento - e o Panamá não tem pena perpétua.

“É ilegal que o Panamá entregue o Bruno, a menos que os americanos se comprometam em não puni-lo com prisão perpétua”, afirmou o advogado, chamando a condenação de “medieval”.

A luta da família se intensificou há cerca de duas semanas quando o Governo do Panamá determinou que o país atenderia ao pedido de extradição dos Estados Unidos. Desde então, o advogado fez vários pedidos ao Governo do Brasil para que intervenha no caso, “não a favor do acusado, mas mostrando que está cumprindo as convenções”.

O advogado quer que o governo brasileiro chame a atenção da justiça panamenhas sobre a importância de cumprir as regras. Mas até agora as autoridades brasileiras não se manifestaram sobre o caso, mas o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a Embaixada do Brasil neste país tem prestado assistência consular ao jovem. “Assistência consular, no entanto, não inclui intervir diretamente em processos judiciais em curso em outros países”, disse uma nota do órgão.

O advogado acredita que ainda há outros meios para impedir que o jovem seja condenado a prisão perpétua, mas para isso acontecer, o governo brasileiro deve exigir do governo americano a garantia de que a pena perpétua não será aplicada. Nesse caso, a justiça dos EUA deverá comutar a punição para a pena máxima panamenha, de 30 anos.

“De acordo com os tratados internacionais, Bruno poderia até cumprir esses 30 anos em uma prisão brasileira, mas não poderia ter sua pena revista ou reduzida pelos tribunais daqui - a decisão americana seria soberana”, afirmou o advogado.

A mãe de Bruno, Ana Cristina de Menezes, disse que consegue falar, por telefone, com o filho toda semana. Ela admite que “se ele errou, tem que pagar pelo que fez”, mas pondera que o jovem tem apenas 19 anos, é réu primário e nunca teve passagem pela polícia. “Estou muito desesperada, porque eu fico pensando como pode uma pessoa tão jovem ser condenado a prisão perpétua por ter errado apenas uma vez”, disse.

Ana apelou ao governo do Brasil para fazer alguma coisa para ajudar.

O advogado explica que Bruno nega ser o culpado do assassinato ou que tenha planejado o crime. “Ele apenas acompanhou um amigo brasileiro para cobrar uma dívida de outro brasileiro. Durante o encontro, esse amigo teria sacado uma arma, o que levou a um tiroteio e à morte dessa terceira pessoa e a um ferimento do amigo, que ficou paraplégico”, afirmou.

“Segundo o documento, a polícia atendeu a um chamado no dia 1º de outubro e encontrou duas vítimas brasileiras atingidas por armas de fogo: Webert Matheus, que acabou morrendo, e Anderson Almeida, que ficou paralisado em situação crítica”, explicou.

Uma testemunha entrevistada pelos policiais teria dito que Bruno e outro disseram que estavam lá para roubar Matheus.



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