Um brasileiro de 39 anos, identificado como Rômulo Ferreira de Oliveira, está enfrentando acusações na Justiça Federal dos Estados Unidos por supostamente comercializar documentos de identificação falsificados em Massachusetts. Entre os materiais negociados estariam cartões de Social Security, um Green Card e uma carteira de motorista brasileira. Caso seja condenado, ele poderá enfrentar uma pena de até 15 anos de prisão.
O caso foi divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) em 15 de outubro de 2026. De acordo com as autoridades, o brasileiro, que reside em Braintree, estava em situação migratória irregular no país e teria participado de pelo menos duas transações envolvendo documentos falsos.
As investigações apontam que o suspeito negociou os documentos com um informante confidencial que colaborava com agentes federais. As transações foram utilizadas pelos investigadores para reunir evidências contra o brasileiro.
A primeira negociação teria ocorrido em 18 de julho de 2026, quando Rômulo supostamente vendeu um cartão de residência permanente, conhecido como Green Card, e um cartão de Social Security, ambos falsificados.
Dez dias depois, em 28 de julho, o brasileiro teria realizado uma segunda transação, desta vez envolvendo 11 cartões de Social Security falsificados e uma carteira de motorista brasileira também considerada falsa pelas autoridades.
Embora os investigadores afirmem que os documentos foram comercializados mediante pagamento, os valores envolvidos nas negociações não foram divulgados.
A investigação foi conduzida com a participação do Homeland Security Investigations (HSI), divisão do Departamento de Segurança Interna responsável por investigar crimes como falsificação de documentos, fraudes migratórias, tráfico de pessoas e outras atividades ilegais.
A Polícia de Braintree também colaborou com o trabalho das autoridades federais.
Rômulo compareceu à Justiça Federal em Boston no dia 13 de outubro, quando passou a responder formalmente a duas acusações relacionadas à transferência consciente de documentos de identificação falsificados.
Uma audiência para avaliar sua situação de custódia estava prevista para 16 de outubro. Até o momento, não há confirmação sobre o resultado dessa audiência nas informações disponíveis.
Segundo o Departamento de Justiça, a legislação federal prevê, para o crime imputado ao brasileiro, pena máxima de 15 anos de prisão, além de até três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil.
A eventual condenação também poderá trazer consequências migratórias, incluindo a possibilidade de deportação após o cumprimento da pena.
O caso chama a atenção para a atuação das autoridades federais no combate à comercialização de documentos falsificados nos Estados Unidos, especialmente aqueles utilizados para comprovar identidade, autorização de trabalho ou situação migratória.
Os cartões de Social Security possuem grande importância na vida cotidiana dos Estados Unidos, sendo frequentemente exigidos em procedimentos relacionados a emprego, impostos e serviços financeiros. Já o Green Card é o documento que comprova a condição de residente permanente legal no país.
As autoridades não divulgaram informações sobre a identidade dos possíveis destinatários dos documentos nem confirmaram se outras pessoas estão sendo investigadas.
Também não foi esclarecido se o brasileiro produzia os documentos ou se atuava exclusivamente na comercialização.
Presunção de inocência: As acusações apresentadas pelo governo federal ainda precisam ser comprovadas judicialmente. Rômulo Ferreira de Oliveira é considerado inocente até que sua culpa seja estabelecida pela Justiça.
Fonte: Departamento de Justiça dos Estados Unidos — Procuradoria Federal do Distrito de Massachusetts.





