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Brasileiro procurado pela Interpol por comandar esquema de imigração ilegal para os EUA é deportado e preso em Minas Ger

Um brasileiro de 53 anos, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, condenado por envolvimento em um esquema internacional de imigração ilegal para os Estados Unidos, foi extraditado para o Brasil e encaminhado ao…

Publicado em 10/26/26
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Brasileiro procurado pela Interpol por comandar esquema de imigração ilegal para os EUA é deportado e preso em Minas Ger

Um brasileiro de 53 anos, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, condenado por envolvimento em um esquema internacional de imigração ilegal para os Estados Unidos, foi extraditado para o Brasil e encaminhado ao sistema prisional de Minas Gerais nesta sexta-feira (23). Procurado pela Interpol, ele recebeu uma pena de 13 anos e dois meses de prisão, além de multa, pelos crimes de promoção de migração ilegal e envio irregular de menor de idade ao exterior com finalidade lucrativa.

Natural de São Paulo, o homem vivia no México, país de onde, segundo a Polícia Federal (PF), comandava uma organização criminosa especializada em organizar a entrada clandestina de brasileiros em território norte-americano. Contra ele havia um alerta vermelho da Interpol, emitido a partir de um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal de Minas Gerais.

As investigações apontaram que o brasileiro exercia uma função central na estrutura criminosa, coordenando as operações à distância e mantendo contato frequente com outros integrantes do grupo. Por telefone, transmitia instruções relacionadas ao transporte de migrantes e à execução das atividades necessárias para viabilizar as viagens ilegais.

De acordo com a Polícia Federal, a organização possuía uma rede de colaboradores encarregados de diferentes etapas do esquema. Enquanto alguns integrantes negociavam diretamente com os interessados em viajar para os Estados Unidos, outros cuidavam da logística, incluindo a obtenção de documentos, compra de passagens aéreas e reservas de hospedagem.

O objetivo era facilitar o deslocamento dos brasileiros até o México, de onde tentariam ingressar irregularmente nos Estados Unidos. Para isso, os envolvidos cobravam quantias elevadas, estabelecendo compromissos financeiros com os migrantes.

A investigação também revelou um sistema de movimentação de dinheiro destinado a receber e transferir os pagamentos feitos pelos viajantes. Parte dos recursos era depositada em contas bancárias de terceiros e posteriormente enviada ao exterior por meio de operações realizadas com a participação de intermediários conhecidos como "laranjas".

Segundo a PF, as contas utilizadas nessas transações eram indicadas pelo condenado, que conseguia administrar o fluxo financeiro da organização mesmo estando fora do território brasileiro. Integrantes do grupo também participavam da formalização de garantias vinculadas às dívidas assumidas pelos migrantes.

A participação de menores de idade nas operações também foi considerada pela Justiça Federal, que condenou o brasileiro pelo envio irregular de menor ao exterior com finalidade de obtenção de lucro.

Após os procedimentos de extradição, o condenado foi transferido para o Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso expõe a atuação de redes criminosas transnacionais que lucram com a imigração irregular, utilizando estruturas financeiras e logísticas para organizar o deslocamento de brasileiros em direção à fronteira dos Estados Unidos.

Até o momento, não foram divulgados o nome do condenado, o número de migrantes envolvidos nas operações nem os valores totais movimentados pelo esquema.

Fonte: Da redação

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