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Massachusetts anuncia US$ 1,75 milhão para proteger estudantes dos riscos das redes sociais

Da redação PEABODY, Massachusetts — A governadora de Massachusetts, Maura Healey, anunciou um investimento de US$ 1,75 milhão para ajudar escolas públicas do estado a enfrentar os desafios provocados pelo uso das redes…

Publicado em 10/14/26
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Massachusetts anuncia US$ 1,75 milhão para proteger estudantes dos riscos das redes sociais
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Governadora Maura Healey lança programa para combater o cyberbullying, orientar alunos sobre conteúdos falsos produzidos por inteligência artificial

Da redação

PEABODY, Massachusetts — A governadora de Massachusetts, Maura Healey, anunciou um investimento de US$ 1,75 milhão para ajudar escolas públicas do estado a enfrentar os desafios provocados pelo uso das redes sociais entre crianças e adolescentes. A iniciativa pretende fortalecer a segurança digital, combater o cyberbullying e oferecer ferramentas para que estudantes utilizem a internet de maneira mais consciente e responsável.

O anúncio aconteceu durante uma visita à Peabody Veterans Memorial High School, onde Healey participou de uma conversa com estudantes, professores e dirigentes escolares sobre os efeitos das redes sociais na saúde mental, no comportamento e na concentração dos jovens dentro das salas de aula.

Segundo a governadora, a crescente influência das plataformas digitais exige medidas para proteger crianças e adolescentes, especialmente diante da exposição a conteúdos prejudiciais, informações falsas e práticas de intimidação virtual.

"Sabemos que as redes sociais estão causando um impacto profundo na saúde mental, no bem-estar e na capacidade de nossos filhos terem sucesso na escola", afirmou Healey.

A governadora destacou que o estado pretende responsabilizar as empresas de tecnologia, ampliar as proteções aos usuários mais jovens e oferecer recursos para que as escolas desenvolvam ações educativas.

Escolas poderão receber até US$ 60 mil

Os recursos serão distribuídos por meio do novo programa Safe, Healthy and Responsible Digital Life Grant Program, administrado pelo Departamento de Educação Elementar e Secundária de Massachusetts (DESE).

A previsão é conceder aproximadamente 25 a 30 financiamentos, com valores de até US$ 60 mil cada, destinados a distritos escolares públicos, escolas charter e organizações educacionais elegíveis.

O dinheiro poderá ser utilizado na preparação de professores, aquisição de materiais educativos, desenvolvimento de atividades em sala de aula e criação de recursos para orientar famílias sobre o uso saudável das redes sociais.

Entre os assuntos abordados estarão a proteção de informações pessoais, a identificação de notícias falsas, os riscos do cyberbullying e o reconhecimento de conteúdos manipulados por inteligência artificial.

As atividades deverão ser implementadas durante o ano letivo de 2026–2027, atendendo estudantes do ensino fundamental e médio.

Governo quer limitar recursos considerados viciantes

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Healey para reduzir os impactos negativos das plataformas digitais sobre crianças e adolescentes.

No início do ano, a governadora apresentou uma proposta legislativa para exigir medidas mais rigorosas de segurança das empresas de redes sociais, incluindo mecanismos de verificação de idade, configurações de privacidade mais restritivas e limitações a funcionalidades consideradas capazes de estimular o uso excessivo.

Entre os recursos questionados estão a rolagem infinita de publicações e a reprodução automática de vídeos. A proposta também prevê restrições às notificações e ao acesso às plataformas durante determinados horários escolares e noturnos.

Outra frente envolve o uso de celulares nas escolas. O governo abriu inscrições para um programa de US$ 1 milhão destinado a ajudar instituições de ensino a reduzir a utilização dos aparelhos durante as aulas, com o objetivo de melhorar a concentração e o ambiente de aprendizagem.

Inteligência artificial também preocupa autoridades

O avanço das ferramentas de inteligência artificial passou a ocupar posição central nas discussões sobre segurança digital.

Massachusetts já adotou medidas legais contra a criação e a divulgação de imagens íntimas não consensuais, incluindo conteúdos manipulados digitalmente, conhecidos como deepfakes.

A legislação estabelece punições relacionadas a materiais envolvendo menores de 18 anos, mesmo quando as imagens são produzidas artificialmente.

O governo estadual também orientou as escolas sobre a necessidade de investigar prontamente ocorrências envolvendo esse tipo de conteúdo.

Acordo bilionário com a Meta

A administração estadual também destacou uma investigação envolvendo a Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook.

Quando ocupava o cargo de procuradora-geral, Healey participou de uma investigação nacional e bipartidária sobre a promoção do Instagram para crianças e adolescentes, apesar das preocupações relacionadas à saúde mental dos usuários mais jovens.

A atual procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, deu continuidade ao trabalho e anunciou, em agosto de 2026, um acordo multilateral de US$ 17,1 bilhões com a Meta.

Segundo o governo, o acordo, que ainda depende de aprovação judicial, prevê proteções mais rigorosas para jovens usuários e recursos destinados a iniciativas de saúde mental, educação digital e bem-estar em Massachusetts.

Campbell afirmou que a combinação entre responsabilização das empresas e educação nas escolas representa uma estratégia importante para enfrentar os problemas associados ao uso inadequado das plataformas.

Prazo para escolas solicitarem recursos

Além dos US$ 1,75 milhão destinados diretamente às escolas, o orçamento estadual prevê outros US$ 250 mil para avaliação de materiais pedagógicos e desenvolvimento de vídeos e recursos educativos. O investimento total em segurança digital e educação chega a US$ 2 milhões.

As instituições interessadas deverão apresentar suas solicitações até 9 de novembro de 2026, às 17h, por meio do Departamento de Educação Elementar e Secundária de Massachusetts.

Para a administração estadual, o objetivo não é afastar completamente os estudantes da tecnologia, mas prepará-los para reconhecer riscos, proteger suas informações e desenvolver hábitos digitais mais saudáveis.

A iniciativa também reacende uma discussão cada vez mais presente entre pais e educadores: até que ponto as redes sociais contribuem para o aprendizado e a comunicação dos jovens e quando passam a representar um risco ao desenvolvimento emocional e ao desempenho escolar?

Mais informações sobre o programa: https://www.doe.mass.edu/grants/2027/0177/

Fonte: Da redação

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