Publicado em 10/08/2011 as 12:00am

Mantega diz que economia global sofrerá por dois anos e alfineta EUA

Em comentários ao plenário da Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (9) que a piora da classificação de risco dos títulos de dívida dos Estados Unidos fará com que a economia global tenha problemas pelos pró

Em comentários ao plenário da Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (9) que a piora da classificação de risco dos títulos de dívida dos Estados Unidos fará com que a economia global tenha problemas pelos próximos dois anos.

Ele disse ainda que os poderes Executivo e Legislativo brasileiros têm sido mais maduros ao lidar com a crise, em uma referência às turbulências na política norte-americana.

O ministro evitou se comprometer com novas medidas para conter a queda do valor do dólar. Afirmou apenas que neste momento "tudo é possível" e que o governo tomará medidas adicionais se for necessário.

Ele citou os problemas que afetam as principais economias do mundo e repetiu que o Brasil não está imune a desdobramentos da crise. "Continuaremos tendo problemas econômicos nos próximos dois anos", afirmou.

Para Mantega, a crise que derrubou Bolsas de Valores do mundo inteiro na segunda-feira (8) "é uma correção que deverá levar tempo" para acabar. Ele elogiou os parlamentares por darem apoio às medidas econômicas tomadas pelo governo nas últimas semanas.

O ministro alfinetou os EUA, que passaram semanas em um impasse entre democratas e republicanos no Congresso para decidirem elevar o teto da dívida –o que não impediu a agência de classificação de risco Standard & Poor's de rebaixar o país pela primeira vez na história.

"O Brasil tem tido um comportamento mais maduro que outros países nesse assunto. O Parlamento e o Executivo tiveram um comportamento patriótico", afirmou Mantega.

Segundo o ministro, o mercado interno, as reservas internacionais e a experiência adquirida na crise econômica de 2008 "colocam o Brasil em uma posição mais preparada" para lidar com as turbulências hoje. 

Fonte: UOL.COM.BR