Publicado em 16/08/2011 as 12:00am

Zona do Euro pode entrar em recessão no 2º semestre, segundo banco

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (15), o Standard Bank reportou que, apesar da Zona do Euro parecer estar em uma boa posição, pelo menos em relação a seu crescimento, entretanto o mesmo ainda é muito desigual entre seus membros e a região pode "

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (15), o Standard Bank reportou que, apesar da Zona do Euro parecer estar em uma boa posição, pelo menos em relação a seu crescimento, entretanto o mesmo ainda é muito desigual entre seus membros e a região pode “flertar” com uma recessão à partir do segundo semestre deste ano.

O analista do banco sul-africano, Steve Barrow, avalia que o crescimento anual da região na faixa de 2,5% parece aceitável, se levarmos em consideração as taxas de 1,6% nos EUA, 0,7% no Reino Unido e de -0,7% do Japão. “Mas o crescimento na Zona do Euro é muito desequilibrado e pode desaparecer em breve”, afirma Barrow.

Economia alemã sustenta crescimento

Nesta semana haverá a divulgação de dados do segundo trimestre do PIB (Produto Interno Bruto) de países da região. Entretanto, a preocupação do banco, segundo o documento, é com o terceiro e quarto trimestre de 2011, quando pode haver o impacto da recente crise, colocando o frágil setor de consumo sob tensão, colocando maior ênfase nas exportações alemãs, o qual tem puxado a economia da Zona do Euro desde 2009.

“O PIB da região retomou o crescimento na segunda metade de 2009, mas se desconsiderarmos as exportações alemãs, podemos notar que não houve nenhum crescimento desde então. Além do mais, a maior parte deste avanço nas exportações tem sido fora da Zona do Euro”, ressalta Barrow.

Para o Standard Bank, isso denota que o crescimento na região é muito assimétrico, com o desempenho muito fraco de países periféricos, com as perspectivas para evolução da economia dependentes das exportações da Alemanha, fato desconfortável caso as incertezas causadas pelo colapso neste no mercado de ações freie o consumo e os negócios internacionais.

Visão dos mercados

O banco mantém expectativas de grande volatilidade para ações e títulos públicos, mas não para muitos pares de moedas relevantes para o mercado, como euro/dólar e libra esterlina/dólar. “Nós ainda sentimos que euro/dólar tem uma maior desvantagem, mas há claramente alguns níveis de suporte difícies de serem quebrados”, segundo a instituição financeira.

Fonte: UOL.COM.BR