Publicado em 9/03/2012 as 12:00am

Brasileiros contam como é ser animador de festa nos EUA

Bernardo Dallorto, afirma que a ideia de entrar para o ramo veio do dom que tem de interagir com as crianças

Em meio a muita alegria e diversão, brasileiros ganham a vida nos EUA animando festas infantis. Os entrevistados pelo BT disseram que gostar de trabalhar com criança e saber lidar com o público infantil são requisitos essenciais para desempenhar a função.

Bernardo Dallorto, natural de Vila Velha (ES), residente há 12 anos nos EUA,  é animador de festas infantis há três anos e disse que a ideia de entrar para o ramo veio do dom que tem com as crianças. “Sempre gostei de criança e fico feliz quando elas estão interagindo comigo, isso me dá uma satisfação imensa”,disse.

Bernardo faz, em média, quatro festas por mês e afirma se divertir muito durante as quatro horas de animação. “Minha função é manter as crianças entretidas e, para isso, faço diversas brincadeiras”. E completou dizendo que animar festa não tem segredo, mas é preciso sempre ter algo diferente para chamar a atenção da criançada. “Aqueles que se interessarem podem ligar no número 617-224-6233, que prometo  fazer a criançada muito  feliz e alegre” afirma ele.   

Andreza Moon, natural de Belo Horizonte (BH), residente há nove anos em Somerville (MA), anima festas há seis anos. “Há anos fui a uma festa e vi uma animadora fantástica e me encantei com o trabalho dela com as crianças, então tive a ideia de abrir a minha empresa de animação de festas”, contou.

“Ser animador não é ser babá de criança, hoje as mães sabem disso. Estamos na festa para oferecer diversão à meninada e hoje as mães já entenderam o conceito da nossa função. Nosso trabalho é levar alegria para a festa e fazer dela um momento inesquecível. É uma recordação que a família vai ter para o resto da vida e é por isso que o trabalho exige muita responsabilidade”, explica Andreza.

Bianca Poncio, natural do Rio de Janeiro (RJ), residente em Newark (NJ), é conhecida pela comunidade brasileira como Bibi, um personagem que a carioca inventou para animar a criançada. “Eu estou sempre mudando de figurino, mas quando o cliente liga eu aviso que quem vai animar a festa é a Bibi, que é uma mistura de palhaço com Xuxa”, conta.

Segundo ela, a única coisa de que não gosta na profissão é ter que lidar com os convidados que, de vez em quando, se excedem na bebida. “Festa de criança não combina com bebida alcoólica. Gostaria muito que não servissem álcool nas festas”, comentou.

A carioca acrescentou que a parte mais legal do trabalho é quando consegue fazer com que os pais das crianças também entrem na brincadeira. “Acho o máximo quando consigo fazer com que eles levantem da cadeira e participem da atividade junto com as crianças” afirma.

Fonte: (da redação)