Publicado em 3/09/2012 as 12:00am

Mercado reduz previsão do PIB a 1,64% e prevê novo corte na Selic

Após a divulgação na semana passada de que a economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre, o mercado voltou a rebaixar pela quinta vez seguida a previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2012, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central, divul

Após a divulgação na semana passada de que a economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre, o mercado voltou a rebaixar pela quinta vez seguida a previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2012, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (3). O país deve fechar o ano com crescimento de 1,64%, ante previsão de 1,73% na semana anterior.

O mercado manteve a projeção de que a taxa básica de juros (Selic) encerrará o ano a 7,25% após o Banco Central reduzir a taxa básica de juros pela nona vez seguida na semana passada. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,50 ponto percentual na semana passada e deixou claro que, se houver espaço para um novo corte, ele será feito com "máxima parcimônia".

Especialistas interpretaram essa frase como uma indicação de que a autoridade monetária reduzirá o compasso visto nos últimos três encontros, e que na reunião de outubro a taxa poderá sofrer um corte de 0,25 ponto percentual.[

Nas últimas semanas, o pessimismo dos investidores tem aumentado constantemente, mesmo com alguns dados positivos da indústria e do varejo.

Inflação

Recentemente, a aceleração da inflação e os sinais de melhora da economia passaram a alimentar debates sobre o futuro da campanha de afrouxamento monetário promovida pelo BC.

Os analistas consultados no Focus elevaram pela oitava vez seguida a previsão para a inflação neste ano, prevendo que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2012 com ganho de 5,20%, ante 5,19% na semana anterior.

Esse resultado afasta-se da projeção do centro da meta oficial, que é de 4,50%. Já a perspectiva no Focus relativa ao próximo ano foi elevada para 5,51%, ante 5,50% na semana anterior.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, acelerou o passo em agosto para uma alta de 0,39%, ante avanço de 0,33% em julho, um pouco acima do esperado pelo mercado.

Apesar disso, o BC tem reiterado que, mesmo com maior pressão inflacionária, o crescimento econômico vai ocorrer com os preços sob controle.

A pesquisa Focus desta segunda-feira indicou também que o mercado manteve a previsão de que o dólar encerrará este ano a R$ 2.

Governo segue otimista

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na sexta-feira (31) que o crescimento do Brasil no segundo trimestre foi "bom", mas que "hoje está no retrovisor".

Segundo Mantega, o resultado do 2º trimestre indica que a pior fase já passou e a economia está acelerando, e é um "prenúncio de que resultados melhores virão no segundo semestre".

"A expectativa é que continuemos nessa trajetória. Terceiro e quarto trimestres devem ser ainda melhores", disse, em entrevista coletiva concedida em São Paulo para comentar os dados do PIB.

Fonte: uol.com.br