Publicado em 5/01/2013 as 12:00am

Balança comercial registra em 2013 pior resultado em treze anos

Balança comercial registra em 2013 pior resultado em treze anos

A balança comercial brasileira registrou um superávit (exportações menos importações) de US$ 2,56 bilhões em 2013, o pior resultado para um ano fechado desde 2000 ? quando foi apurado um déficit de US$ 731 milhões, segundo números divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado do ano passado representa uma forte piora em relação a 2012 - quando foi contabilizado um superávit de US$ 19,39 bilhões nas transações comerciais do Brasil com o exterior. Com isso, o saldo positivo da balança caiu 86% em 2013, informou o governo. Em 2011, o saldo positivo havia sido maior ainda: de US$ 29,79 bilhões. No último ano, ainda segundo números oficiais, as exportações somaram US$ 242,17 bilhões, com média diária de US$ 957 milhões e queda de 1% frente ao ano anterior, ao mesmo tempo em que as importações totalizaram US$ 239,61 bilhões no úlitmo ano ? com média de US$ 947 milhões por dia útil e alta de 6,5% sobre 2012. Razões para o fraco resultado De acordo com o governo, a piora do resultado comercial do ano passado está relacionada, principalmente, com o processo de manutenção de plataformas de petróleo no Brasil, que resultaram na queda da produção ao longo de 2013, e, também, com o aumento da importação de combustíveis para atender à demanda da economia brasileira. Somente a chamada "conta petróleo", que engloba as transações comerciais deste produto, e de combustíveis e lubrificantes, resultou em um déficit comercial (importações maiores do que vendas externas) superior a US$ 20,27 bilhões em 2013 - contra um saldo negativo de US$ 5,59 bilhões no ano anterior. O fraco resultado da balança comercial no ano passado também tem relação com a crise financeira internacional - que diminui as exportações brasileiras. "Mercados para os quais tradicionalmente exportamos muito ainda estão com demandas desaquecidas. Em especial, o mercado europeu", declarou Godinho, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento.

Fonte: (G1)