Publicado em 16/04/2013 as 12:00am

FMI reduz previsão de crescimento para o Brasil e para o mundo em 2013

Expectativa é que Brasil cresça 3%, redução de 0,5 ponto percentual. Desemprego no país deve subir para 6% este ano e 6,5% em 2014.


O Fundo Monetário Internacional reduziu a previsão de crescimento para este ano no Brasil e no mundo, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (16) pela entidade. A expectativa é que o Brasil cresça 0,5 ponto percentual a menos que na previsão de janeiro e encerre este ano com expansão de 3%.

Para 2014, a expectativa é de expansão de 4%, alta de 0,1 p.p quanto à expectativa prévia.

O fundo também prevê um aumento do desemprego no país para 6% neste ano e para 6,5% no ano que vem.

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,6% em fevereiro, após registrar 5,4% em janeiro.

A leitura é de recuperação da economia brasileira. Em 2012, o país fechou o ano com expansão de 0,9%, segundo o IBGE. “É esperada recuperação da atividade no Brasil, a maior economia da região, em resposta à grande política de cortes de taxas implantados durante o ano passado e outras medidas destinadas a impulsionar o investimento privado”, diz o texto. No entanto, há perspectivas de que as restrições de oferta possam limitar o ritmo de crescimento no curto prazo.

O país continuará na lanterna dos países emergentes, de acordo com o relatório. No conjunto, o crescimento nas economias emergentes e em desenvolvimento está previsto para chegar a 5,3% em 2013 e 5,7% em 2014. A China deve crescer 8% e o México 3,4% este ano, ambos após revisão para baixo de 0,1 ponto percentual.

Na análise do FMI, o país sofreu desaceleração pronunciada em 2012 e transbordou para parceiros comerciais regionais como Argentina, Paraguai e Uruguai. Já em outras economias da região como Chile, México, Peru, o crescimento manteve-se forte.

O FMI vê menor risco aos países emergentes com a interrupção de políticas de Estados Unidos e Europa que colocavam em risco o crescimento global. No entanto, a ameaça continua com a possibilidade de que sejam necessárias novas medidas para conter a crise na Europa. O cenário pode ser positivo se houver reaceleração do crescimento na China, o que pode elevar a demanda doméstica mais que o previsto.


Fonte: www.globo.com