Publicado em 23/06/2013 as 12:00am

Nos EUA, preencher vaga dá até recompensa em dinheiro

Nos EUA, preencher vaga dá até recompensa em dinheiro

Pode parecer improvável, em razão dos números pouco animadores sobre o desemprego, mas nos Estados Unidos também há pequenas empresas desesperadas por encontrar candidatos para as vagas em aberto.

A Opower, uma companhia de software com 354 funcionários que ajuda os clientes de companhias de eletricidade a economizar em suas contas de luz, é uma delas.

Concorrendo por engenheiros talentosos com as grandes empresas de tecnologia, a Opower recentemente anunciou 71 vagas. A companhia, sediada em Arlington, Virgínia, planeja contratar 150 funcionários novos até o final deste ano.

A cada semana, Jennifer Boulanger, a chefe de recrutamento da Opower, promove a "terça do talento".

Nesse dia, os funcionários da Opower levam seus laptops e, com pizza à vontade e música, buscam em suas redes pessoais de contatos do Linkedin, um rede social virtual voltada para o mercado trabalho, amigos e ex-colegas de trabalho e de universidade que se enquadrem às necessidades da companhia.

Se uma das pessoas indicadas terminar contratada, o funcionário responsável pela indicação leva um prêmio de US$ 1.000.

Dos 165 empregos que a companhia criou no ano passado, apenas um foi preenchido por uma pessoa indicada por uma agência externa de recrutamento --e a vaga era em nível executivo.

Mecanismo similar foi utilizado pela Zillidy, empresa de Toronto que oferece empréstimos a pequenas empresas. O dinheiro é garantido por ativos pessoais como relógios de luxo, joias e obras de arte.

O próprio presidente, Steven Uster, faz uma busca ativa de profissionais nas redes sociais virtuais. Simplesmente abrir uma vaga e esperar currículos não funciona tão bem: a empresa fica sem aqueles candidatos "passivos", ou seja, os que não estão procurando emprego, mas poderiam se interessar por uma boa oportunidade.

O problema maior que essas empresas de pequeno e médio porte enfrentam na hora de tentar recrutar pela internet é que os potenciais profissionais normalmente nunca ouviram falar nelas.

Utilizar os funcionários como "garotos-propaganda" para os seus amigos e ex-colegas é apenas uma das soluções.

Quando os candidatos encontram vagas que os interessam, uma das primeiras coisas que fazem é ir ao site da empresa e descobrir mais sobre ela. É por isso que a maioria dos especialistas em contratações recomendam dar real atenção às páginas de "trabalhe conosco".

Nessa área, as companhias de tecnologia americanas, que estão sempre competindo por bons engenheiros, tornaram-se especialistas.

As páginas de oportunidades de trabalho em seus sites com frequência mostram fotos de funcionários com chapéus de festa ou vídeos em que zombam de programas como "Jornada nas Estrelas", para mostrar a descontração do local de trabalho.

As empresas têm encorajado também o seu pessoal a manter sempre atualizados os seus perfis em redes de trabalho como o Linkedin.

Isso pode até parecer um erro, já que a atualização deixa os profissionais mais expostos a propostas externas.

Mas as pequenas empresas estão percebendo que, cada vez que seus funcionários postam sobre uma nova promoção, uma conta conquistada ou um projeto importante, isso será lido pelos seus amigos nas redes sociais --e vai chamar a atenção sobre a companhia.

Fonte: www.uol.com