Publicado em 25/08/2013 as 12:00am

Grécia pode precisar de outros 10 bilhões de euros, diz ministro da Economia

Grécia pode precisar de outros 10 bilhões de euros, diz ministro da Economia

A Grécia pode precisar de um terceiro grande empréstimo de 10 bilhões de euros, segundo o ministro da Economia do país, Yannis Stournaras.

"Se for necessário mais apoio para a Grécia, será da ordem de cerca de 10 bilhões de euros (mais de R$ 31 bilhões), ou muito menor do que os programas (de ajuda) anteriores", disse o ministro em uma entrevista ao jornal grego Proto Thema.

Mas, o ministro descartou um novo plano de austeridade para o país.

"Não estamos falando de um novo plano de ajuda mas de um pacote de apoio econômico sem novas medidas (de austeridade)... até 2016, as metas, nossas obrigações, já foram estabelecidas e outras medidas ou metas não poderão ser exigidas", afirmou Stournaras.

Desde 2010, a Grécia já recebeu um total de 240 bilhões de euros em dois pacotes de ajuda vindos do FMI, Comissão Europeia e o

Banco Central Europeu.

O dinheiro visava ajudar o país a saldar suas dívidas públicas e a Grécia, em contrapartida, deveria impor uma série de medidas de austeridade com cortes de gastos do governo, demissões de milhares de trabalhadores do setor público e programas para cortes de salário de outros funcionários públicos para estimular estes funcionários a buscarem outros empregos.

Novos índices e cautela

A economia da Grécia foi a que mais encolheu na Europa.

E isto ocorreu em um momento em que a economia da zona euro finalmente começou a dar sinais de recuperação, depois de uma recessão que durou 18 meses.

No entanto, o crescimento de 0,3% do PIB no segundo trimestre do ano ainda é pequeno e muitos economias acreditam que é cedo para falar em uma superação da crise.

Mesmo com este clima de cautela, o editor de economia da BBC Andrew Walker, destacou que "algumas economias no centro da crise continuaram a contrair, mas mais lentamente do que antes. É o caso da Grécia, da Itália e da Espanha".

A recuperação foi puxada pela Alemanha, que cresceu 0,7%. Maior economia entre os 17 países que adotam o euro, o pais não entrou em recessão no período e é considerado a locomotiva europeia.

E foi a chanceler alemã, Angela Merkel, que fez um alerta a respeito de mais pacotes de ajuda para a Grécia, afirmando que dar mais dinheiro ao país prejucaria a estabilidade da zona do euro.

Os comentários de Merkel foram feitos depois de o ministro da Economia alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmar, pela primeira vez no começo do mês que a Grécia vai precisar de outro empréstimo.

Fonte: www.uol.com

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