Publicado em 26/09/2013 as 12:00am

Testes do BC mostram resiliência do sistema bancário brasileiro

Testes do BC mostram resiliência do sistema bancário brasileiro

Os testes de estresse divulgados pelo Banco Central (BC) no seu Relatório de Estabilidade Financeira (REF) no primeiro semestre de 2013 mostram a resiliência do sistema bancário brasileiro, mesmo em cenários de forte deterioração econômica e de agudo aumento das taxas de inadimplência.

O cenário considerado simula a redução do crescimento econômico e leva, dentro de 18
meses, a uma queda do PIB para -0,4% inflação a 5,57% e médias trimestrais da Selic em 7,42%, dólar médio trimestral em R$ 2,7 e desemprego médio trimestral em 5,3%. O risco Brasil ficaria em 526 pontos, e os juros americanos, em 0,26% na média das taxas de retorno dos títulos da dívida de dois anos.

De acordo com o REF, "levando em conta esse mesmo cenário adverso, considerando as exposições e o nível de capitalização atuais das instituições financeiras, o Índice de Basileia do sistema cairia para 12,4% em dezembro de 2014 após atingir um mínimo de 11,4% em setembro de 2014, demonstrando sua robustez frente a choques extremos".

No chamado cenário "ad hoc", em que todas as operações de crédito seriam rebaixadas em dois níveis, sem hipóteses sobre as causas do rebaixamento, o Índice de Basileia cairia a 14% ante os 16,9% observados no fim de junho. O BC pondera que esse percentual ainda supera o mínimo de 11% exigido pelas regras prudenciais.

Segundo o BC, a simulação mostra um resultado "ligeiramente menos favorável" do que os registrados há seis e 12 meses. No relatório anterior, o Índice Basileia ficaria em 14,5% em junho de 2014 no cenário de deterioração macroeconômica. Já no cenário "ad hoc" ficaria em 13,7%. "Não obstante, o Índice de Basileia do sistema se mantém acima do mínimo regulamentar durante todo o período analisado e nenhuma instituição ?caria insolvente", diz o relatório apresentado nesta quinta-feira.

No relatório de dezembro de 2012, o Índice de Basileia cairia a 13,2% em dezembro de 2013 e no cenário "ad hoc" para 13,9%.

Fonte: www.uol.com