Publicado em 14/11/2013 as 12:00am

Para indicada a BC dos EUA, corte de estímulo

Para indicada a BC dos EUA, corte de estímulo tem de ser feito com cuidado

Janet Yellen, indicada ao comando do Fed (banco central americano) e atualmente vice-presidente da instituição, foi sabatinada nesta quinta-feira (14) no Senado dos EUA, por representantes do governo e da oposição.

Um dos pontos mais abordados foi a situação da economia americana e o início do corte dos estímulos econômicos no país, aguardado não somente nos EUA, mas nos mercados internacionais.

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Desde 2009, o BC americano injeta, mensalmente, US$ 85 bilhões na economia por meio da recompra de títulos públicos e parte desse dinheiro se reverte em investimentos fora dos EUA --em países como no Brasil.

A retirada desse incentivo, prevista por muitos analistas ainda para este ano, reduziria o volume de dinheiro disponível para essas aplicações. E, no Brasil, a perspectiva de menos entrada de dólares no mercado local contribui para empurrar o preço do dólar para cima em relação ao real.

Na sabatina de hoje, Yellen disse que "há dois riscos: o de cortar o programa de estímulo cedo demais, e o risco de demorar muito para cortá-lo". E a indicada ao Fed acrescentou: "temos que assegurar que vamos fazer isso no melhor momento."

Yellen também afirmou que a economia [dos EUA] está significativamente mais forte e continua a melhorar. O setor privado criou 7,8 milhões de vagas desde a forte queda no nível de empregos após a crise, em 2010."

"Fizemos um bom progresso, mas ainda temos que ir além para recuperar o que foi perdido na crise e na recessão. O desemprego está menor do que o pico de 10%, mas a taxa de 7,3% vista em outubro ainda é muito alta", acrescentou.

E ainda: "Não tenho um número. Mas pesquisas de opinião de setembro mostraram que o ideal seria entre 5% e 6% de desemprego no país."

Yellen também afirmou: "É difícil. A melhora do mercado de trabalho é uma chave: com mais emprego, as pessoas terão mais dinheiro, as empresas vão produzir mais, a economia vai crescer, haverá mais treinamento de pessoal. Enfim, uma coisa puxa a outra"

BANCOS

Questionada sobre o papel do Fed na prevenção da crise financeira global deflagrada em 2008 pelo alto endividamento das famílias no setor imobiliário e de instituições financeiras de grande porte, Yellen disse: "Sim, poderíamos ter mantido um controle maior das atividades, principalmente das grandes instituições financeiras, para evitar a crise. Aprendemos muitas lições."

"Eu acredito que o Fed fez grande progresso para atingir seus objetivos, mas ainda há muito o que fazer", acrescentou.

Fonte: www.uol.com