Publicado em 30/12/2013 as 12:00am

TUDO MAIS CARO - Mercado sobe para 5,98% estimativa de inflação

Mercado sobe para 5,98% estimativa de inflação para 2014

O mercado financeiro ficou mais pessimista em relação ao comportamento da inflação neste ano e em 2014, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (30) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada. A estimativa dos economistas dos bancos para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,72% para 5,73%. Para 2014, a expectativa dos analistas para o comportamento da inflação avançou de 5,97% para 5,98%, de acordo com o levantamento da autoridade monetária. Esta foi a terceira elevação consecutiva na previsão do mercado para o IPCA do próximo ano. Se as previsões dos economistas dos bancos se confirmarem, o patamar da inflação em 2014 ? ano eleitoral ? será o maior desde 2011, quando somou 6,50%. Em 2012, a inflação foi de 5,84%. Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Apesar do sistema de metas de inflação estabelecer uma meta central de 4,5% para este ano e para o próximo, o presidente do BC, Alexandre Tombini, tem se comprometido somente com a queda da inflação neste ano frente ao patamar registrado no ano passado e com um novo recuo em 2014. Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter subido, no fim de novembro, a taxa básica de juros da economia brasileira, de 9,5% para 10% ao ano, o mercado manteve a previsão de novas altas do juro em 2014 ? para 10,5% ao ano no fechamento do próximo ano. A expectativa do mercado é que a próxima elevação nos juros, para 10,25% ao ano, já aconteça em janeiro.

Fonte: (G1)