Publicado em 12/03/2015 as 12:00am

Desemprego sobe em um ano e chega a 6,8% no trimestre

A taxa de desemprego no trimestre que terminou em janeiro foi de 6,8%, aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de 6,4%. 

A taxa de desemprego no trimestre que terminou em janeiro foi de 6,8%, aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de 6,4%. 

Os dados fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Mensal, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (12). 

O IBGE também registrou aumento de desemprego na comparação com o trimestre encerrado em outubro, quando o nível foi de 6,6%.  

O instituto começou a divulgar mensalmente os dados da Pnad Contínua neste ano. Essa foi a primeira vez nesse formato. Até o ano passado, ele publicava apenas resultados a cada três meses. Assim, os dados divulgados nesta quinta-feira são calculados a partir de informações dos meses de novembro e dezembro de 2014, e janeiro de 2015.

A Pnad Contínua leva em conta dados de 211.344 domícilios em cerca de 3.500 municípios. A pesquisa não inclui no cálculo de desemprego pessoas que não estão trabalhando e não procuraram emprego nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram recolhidos.

Salário médio aumenta 1%

O salário médio no Brasil de novembro a janeiro ficou em R$ 1.795,53, aumento de 1% na comparação com o trimestre que terminou em outubro, quando foi de R$ 1.777,66.  

Entre os dois trimestres, a população desocupada teve um aumento de 200 mil pessoas, passando de 6,6 milhões para 6,8 milhões. A população ocupada teve um leve aumento, passando de 92,6 milhões para 92,7 milhões e permanecendo estável no período segundo o IBGE,.

Primeira divulgação da Pnad Contínua Mensal

A partir de agora, o IBGE passa a divulgar mensalmente resultados da Pnad Contínua, com dados de três meses. Assim, na pesquisa relativa ao trimestre encerrado em fevereiro, os dados serão de dezembro, janeiro e fevereiro. Na de março, serão de janeiro, fevereiro e março, e assim por diante.

A Pnad Contínua é mais abrangente que a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), também divulgada mensalmente pelo IBGE e que leva em conta dados de seis regiões metropolitanas do Brasil. Por causa disso, o instituto cogitou acabar com a PME neste ano, mas desistiu por considerar curta a série histórica da Pnad Contínua.

As pesquisas também têm diferenças na metodologia. Uma delas é na idade para trabalhar. A Pnad Contínua considera pessoas com mais de 14 anos, enquanto na PME o mínimo é 10 anos. Segundo o IBGE, a Pnad Contínua está mais de acordo com orientações da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Na última PME (Pesquisa Mensal de Emprego), com dados de janeiro, a taxa de desemprego foi de 5,3%, maior valor desde setembro de 2013. Na última Pnad Contínua, com dados do 4º trimestre de 2014, o desemprego chegou a 6,5%.

Brasil fechou vagas em janeiro

Em janeiro o Brasil fechou 81.774 vagas formais de trabalho, o pior resultado para o mês desde 2009, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados no mês passado pelo Ministério do Trabalho.

Fonte: uol.com.br