Publicado em 9/11/2015 as 12:00am

Brasil poderá explorar minérios no Atlântico Sul por 15 anos

Acordo com órgão ligado à ONU foi assinado nesta segunda em Brasília.

 O Serviço Geológico do Brasil, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, assinou nesta segunda-feira (9) um contrato com a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos para exploração de minérios no Atlântico Sul. O órgão, ligado às Nações Unidas, regulamenta a exploração na área internacional dos oceanos, considerada patrimônio comum da humanidade.

Com o acordo, que tem duração de 15 anos, o Brasil poderá desenvolver pesquisas na região e explorar economicamente recursos como cobalto, níquel e manganês, em uma área de 3 mil quilômetros quadrados. A região, conhecida como Alto do Rio Grande, está localizada a cerca de 1,5 mil quilômetros do Rio de Janeiro, em águas internacionais.

Contrato
Nos primeiros cinco anos de contrato, o Brasil irá desenvolver estudos para detalhar o estado ambiental da área. No período, serão feitas duas expedições, a fim de coletar dados. O resultado servirá como referência para monitorar o meio ambiente e para definir as principais áreas de interesse de exploração mineral.

Em outra etapa, será feita a seleção de áreas para estudo da viabilidade econômica, ambiental e técnica dos depósitos minerais identificados. Para desenvolver o plano de trabalho previsto, será necessário investir mais de US$ 11 milhões.

De acordo com o governo federal, este é o primeiro contrato firmado pela entidade com um país do Hemisfério Sul, o que coloca o Brasil em um seleto grupo de países que já desenvolvem esse tipo de pesquisa nos oceanos, como Rússia, Noruega, França, China, Alemanha, Japão e Coreia do Sul.

Pesquisa
Considerada estratégica para o país, a proposta é resultado de seis anos de estudos. Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo diz ter investido cerca de R$ 60 milhões em pesquisas no Atlântico Sul nos últimos cinco anos.

Para o Serviço Geológico do Brasil, a iniciativa deverá estimular a pesquisa científica, tendo como consequência a criação de um parque tecnológico para desenvolver novas tecnologias e equipamentos. O contrato envolve ainda universidades e atividades de cooperação com outros países.

Fonte: globo.com