Publicado em 7/03/2016 as 12:00am

Empresário João de Matos pede transparência nos números de tiragem e circulação da mídia impressa

Empresário João de Matos pede transparência nos números de tiragem e circulação da mídia impressa

Há cerca de duas semanas o empresário e dono de jornal, João de Matos, lançou um desafio em seu Facebook, pedindo que os donos de jornais brasileiros nos EUA mostrassem um comprovante do número de cópias e circulação de cada edição.

Na época nossa equipe fez uma matéria (que você encontra no impresso e online), consultando os donos de outros jornais, para saber o que cada um pensava sobre o “desafio”, e alguns deles informaram que acham válida a atitude de João. No entanto foi questionado se o desafio era para provar para o anunciante ou para o leitor.

No caso do anunciante, é válido salientar que não adianta de nada o jornal ter 100mil exemplares se ele não atingir o público-alvo desejado, mas a transparência do número impresso deve sim ser necessária.

Fato é que, a transparência deve estar não só nos números reais impressos mas também na localização da distribuição, e avaliar qual o melhor jornal para se anunciar vai depender de uma análise do anunciante diante de suas opções.

O jornal deve oferecer real número de tiragem, locais de circulação e público que lê o jornal. A partir daí o anunciante terá a base para sua escolha, se ele tem business local é melhor anunciar em um veículo que atinja “seus” vizinhos, a outro que tenha o triplo de tiragem mas nem chega perto do seu bairro e de quem você quer atingir.

Caso esse número seja para a população, esta deve também saber sobre a tiragem e circulação, mas sobretudo o veículo deve mostrar compromisso com a verdade, com a importância dos fatos e se a notícia é ou não impactante em nossa comunidade.

O jornalismo de verdade deve estar presente nas matérias. Apuração dos fatos, analisar os vários lados de uma história, veracidade das informações, credibilidade, e os diversos pontos éticos que todo bom jornalista lembra perfeitamente do tempo no qual cursou a univesidade e se preparou para ser um comunicador.

Para concluir esse assunto, entrevistamos João de Matos que fez uma análise breve sobre seu desafio. Confira.

 

Você está no ramo da comunicação há alguns anos, qual a maior dificuldade de distribuição e tiragem de jornais que você já enfrentou?

Estou há muitos anos neste mercado, comprei o The Brasilians há 30 anos com uma tiragem de 2.000 exemplares mensais. Não tenho dificuldades nenhuma para distribuição, pois a última edição de fevereiro foram 32 mil exemplares via correio e mais uns 2.000 em pontos comerciais brasileiros que eu pretendo aumentar para todos os EUA. Sem dúvida é o maior jornal brasileiro na América em termos de tiragem. Hoje são 36 mil e varia devido aos pontos brasileiros.

 

Como empresário bem sucedido, temos certeza que é muito procurado para anúncios e patrocínios. Qual avaliação você faz da mídia na qual vai anunciar?

Como eu tenho o jornal de maior circulação é muito difícil, eu sou daqueles: me promove que eu faço alguma coisa com os jornais dos outros.

 

Você acredita que os números que as rádios, jornais, revistas e mídias onlines divulgam realmente são as que praticam? Por que?

Os números que todos dizem eu não acredito mesmo, estou fazendo a prova da circulação e ninguém está respondendo e mostrando como eu mostrei a minha através do reporte dos correios, não adianta você me mostrar um “invoice da gráfica”, pois eles colocariam o número que você pedir. Se eu pedir para minha gráfica 500.000 eles iriam colocar sem problemas.

 

Transparência é fator imprescíndivel para os veículos de comunicação fidelizarem os anunciantes, como você avalia o mercado editorial brasileiros nos Estados Unidos nos dias atuais?

O mercado editorial brasileiro é ótimo, existem vários jornais com alto nível de editoriais e reportagens. O problema sempre foi a verdade da circulação.

Fonte: Marisa Abel