Publicado em 5/09/2011 as 12:00am

''Minhas heroínas não são patricinhas fúteis, são mães coragem'', diz Aguinaldo Silva

No capítulo desta terça-feira (6) de "Fina Estampa", começa a saga de Griselda (Lília Cabral) em busca da recuperação moral de seu filho Antenor (Caio Castro). Ela descobrirá que o estudante de medicina contratou uma atriz para fingir ser sua mãe e irá de

No capítulo desta terça-feira (6) de “Fina Estampa”, começa a saga de Griselda (Lília Cabral) em busca da recuperação moral de seu filho Antenor (Caio Castro). Ela descobrirá que o estudante de medicina contratou uma atriz para fingir ser sua mãe e irá desmascará-lo perante toda a família de sua noiva. A sequência seguinte, em que Antenor sofre um acidente e em que Griselda se desespera, deve consolidar a cumplicidade dessa nova heroína de Aguinaldo Silva com o público. O autor, famoso também pelas polêmicas declarações, contou em entrevista ao UOL que o que faz com que suas protagonistas despertem admiração do público é o fato de elas não serem guiadas por motivos fúteis.

Diferentemente dos que veem semelhanças entre Griselda e Dulce (Cássia Kis Magro, em “Morde & Assopra”), Silva diz que a personagem está mais para Raquel Accioli (Regina Duarte, em “Vale Tudo”) ou Maria do Carmo da Silva (Suzana Vieira, em “Senhora do Destino”), ambas escritas por ele. “Eu gosto desse tipo de personagem. São mulheres batalhadoras, mães coragem, não umas patricinhas fúteis. Essas personagens são muito características em minhas novelas.”

A patricinha fútil em questão é uma referência à personagem de Paola Oliveira em “Insensato Coração”. A crítica aconteceu ao explicar o motivo pelo qual, há algum tempo, as vilãs acabam se sobressaindo nas novelas, enquanto as mocinhas despertam tédio e rejeição de grande parte do público.

“Uma das características do herói é ter um objetivo a alcançar. Já a função do vilão é atrapalhar o cumprimento dessa meta. Quando você coloca uma mocinha sem objetivo, com uma profissão que ninguém entende direito o que é e que, pra piorar, casa voluntariamente com o vilão, ninguém torce por ela. Tem coisas que uma heroína não pode fazer nunca. Casar com o vilão por vontade própria é uma delas, por isso que a Norma [Glória Pires] roubou a cena da novela anterior. Ela tinha um objetivo a cumprir, que era vingar a injustiça sofrida.”

A protagonista de “Fina Estampa”, diz o autor, nasceu com o objetivo de sustentar aquela família abandonada pelo pai e, ainda, mostrar a Antenor “o que é a vida”. “Nesse ponto, ela e a Raquel de ‘Vale Tudo’ são muito parecidas. Elas são muito éticas e querem mostrar para os filhos que ser bem sucedido na vida implica também em ter valores morais fortes.” A mensagem, contudo, serve para todos os filhos que sentem vergonha de seus pais batalhadores e que sonham em alcançar seus objetivos de maneira corrupta, completa Silva.

“Griselda é uma personagem muito representativa. Existe uma quantidade enorme delas por aí, abandonadas pelos maridos e lutando como leoas para manter suas famílias. Isso e o fato de ela ser esperta, como também era a Maria do Carmo de ‘Senhora do Destino’, vai fazer com que Griselda nunca seja pega pela vilã, porque, não se enganem, Tereza Cristina vai ser uma vilã daquelas.”

Diferentemente dos que veem semelhanças entre Griselda e Dulce (Cássia Kis Magro, em “Morde & Assopra”), Silva diz que a personagem está mais para Raquel Accioli (Regina Duarte, em “Vale Tudo”) ou Maria do Carmo da Silva (Suzana Vieira, em “Senhora do Destino”), ambas escritas por ele. “Eu gosto desse tipo de personagem. São mulheres batalhadoras, mães coragem, não umas patricinhas fúteis. Essas personagens são muito características em minhas novelas.”

A patricinha fútil em questão é uma referência à personagem de Paola Oliveira em “Insensato Coração”. A crítica aconteceu ao explicar o motivo pelo qual, há algum tempo, as vilãs acabam se sobressaindo nas novelas, enquanto as mocinhas despertam tédio e rejeição de grande parte do público.

“Uma das características do herói é ter um objetivo a alcançar. Já a função do vilão é atrapalhar o cumprimento dessa meta. Quando você coloca uma mocinha sem objetivo, com uma profissão que ninguém entende direito o que é e que, pra piorar, casa voluntariamente com o vilão, ninguém torce por ela. Tem coisas que uma heroína não pode fazer nunca. Casar com o vilão por vontade própria é uma delas, por isso que a Norma [Glória Pires] roubou a cena da novela anterior. Ela tinha um objetivo a cumprir, que era vingar a injustiça sofrida.”

A protagonista de “Fina Estampa”, diz o autor, nasceu com o objetivo de sustentar aquela família abandonada pelo pai e, ainda, mostrar a Antenor “o que é a vida”. “Nesse ponto, ela e a Raquel de ‘Vale Tudo’ são muito parecidas. Elas são muito éticas e querem mostrar para os filhos que ser bem sucedido na vida implica também em ter valores morais fortes.” A mensagem, contudo, serve para todos os filhos que sentem vergonha de seus pais batalhadores e que sonham em alcançar seus objetivos de maneira corrupta, completa Silva.

“Griselda é uma personagem muito representativa. Existe uma quantidade enorme delas por aí, abandonadas pelos maridos e lutando como leoas para manter suas famílias. Isso e o fato de ela ser esperta, como também era a Maria do Carmo de ‘Senhora do Destino’, vai fazer com que Griselda nunca seja pega pela vilã, porque, não se enganem, Tereza Cristina vai ser uma vilã daquelas.”

Fonte: UOL.COM.BR