Publicado em 18/09/2013 as 12:00am

Wagner Moura e diretor comparam "Elysium" a "Tropa de Elite"

Wagner Moura e diretor comparam "Elysium" a "Tropa de Elite"


"Elysium", o primeiro filme internacional da carreira do brasileiro Wagner Moura, é uma ficção científica futurista, mas, na visão do próprio ator e do diretor sul-africano Neill Blomkamp ("Distrito 9"), não é tão distante da experiência mais famosa de Wagner, "Tropa de Elite". Moura e Blomkamp falaram ao UOL sobre o filme, que estreia nesta sexta (20), em uma entrevista em vídeo (veja acima).

"Tem um alto coeficiente de realidade e realismo nos efeitos que o Neill faz nos filmes dele. Tanto 'Tropa de Elite' quanto 'Distrito 9' são dois filmes muito políticos e ao mesmo tempo entretenimento", diz Moura, relembrando o filme anterior de Blomkamp.

"Eu escolhi o Wagner por causa de 'Tropa de Elite'. Acho que Wagner e Alice [Braga] são muito bons para 'Elysium' por duas razões: um, porque eles são bons atores, que é algo que eu preciso; dois, porque eles vêm de um país onde podem entender aquele nível de desigualdade social", afirma Blomkamp, ressaltando o conteúdo político de seu filme.

Para encarar este primeiro desafio internacional, Moura contou com o apoio da amiga Alice Braga, que interpreta o par romântico do protagonista, vivido por Matt Damon. "Eu ficava ajudando ele com o inglês um pouco, dizia para prestar atenção na ênfase, que foram coisas que eu tive esse desafio de fazer", conta ela.

Os dois brasileiros não eram os únicos estrangeiros na produção, e Sharlto Copley e Diego Luna apontam o caráter internacional do filme.

"Hollywood está começando devagar a incorporar outros países e nacionalidades no elenco e nas histórias, e a perceber que um bom filme é um bom filme, não importa de onde vem, e que você encontra atores incríveis em todo o mundo", afirma Copley, que é sul-africano.

"Um filme não deveria ter nacionalidade. É o contexto, a história que tem nacionalidade. O que importa é a colaboração, e quanto mais pessoas interessantes e diferentes fizerem parte da equipe, mais rico fica o projeto", concorda o mexicano Luna.

Fonte: www.uol.com

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