Publicado em 10/01/2015 as 12:00am

Sexismo? Bajulação? Veja diferenças entre o "The Voice" nos EUA e no Brasil

Nos EUA, Gwen Stefani diz que já chegou a ser preterida por alguns candidatos por ser a única mulher do recinto, mas no Brasil não há situação semelhante. Pelo menos é o que garante Claudia Leitte

Elas sabem bem como é viver em ambientes masculinos: foram vocalistas de bandas de sucesso, são mães de meninos e são minoria no "The Voice". Nos EUA, Gwen Stefani diz que já chegou a ser preterida por alguns candidatos por ser a única mulher do recinto, mas no Brasil não há situação semelhante. Pelo menos é o que garante Claudia Leitte, que estreia nesta quinta-feira (1º) ao lado de Carlinhos Brown, Lulu Santos e o recém-chegado Michel Teló a quarta temporada do reality musical.

"Aqui é tudo muito igual, não tem essa misoginia. Estou aqui como mulher brasileira, forte, trabalho pra caramba pelo meu candidato, todo mundo sabe disso. Tenho dez anos de estrada pra compartilhar e amo a música, em primeiro lugar e acima de tudo. Além do mais, mulher sempre tem mais sedução, mais poder, viu? Eles que não vacilem comigo não", brinca.

Mas Gwen afirma que algumas candidatas são estúpidas por escolherem os técnicos homens em vez dela. "Talvez seja paranoia minha. Mas nas audições às cegas há um monte de meninas novinhas, e não tenho sido escolhida muitas vezes porque sou a única garota. Meninas são tão tontas nesta idade! Estive no lugar delas e entendo que elas pensem: 'Vou escolher o Pharrell e vamos nos pegar depois'. Mas sei exatamente o que fazer!", diz Gwen, que disputa os participantes com Adam Levine, Blake Shelton e Pharrell Williams na atração, atualmente em sua nona temporada, exibida no Brasil pelo canal pago Sony.

O que faz a diferença

Uma das principais críticas que se fazem à edição brasileira do reality é se o público elege um vencedor mais baseado em sua aparência que em sua voz. A reportagem do UOL levou a questão aos técnicos americanos. "Definitivamente não. Quero dizer, você não pode fazer nada quanto a seus atributos físicos, é parte disso. Você não pode ignorar claro… Mas a melhor voz tende a prevalecer", afirmou Adam. 

Blake concorda que, embora este não seja o único critério da audiência, o público de casa é influenciado pelo que vê: "O público não fecha os olhos para ouvir a voz de quem está na TV. E isso não tem como evitar". Para Gwen, no entanto, a individualidade de cada candidato é o que faz a diferença. Esse também é o critério que mais chama a atenção de Lulu Santos. "Procuro personalidade, alguém que venha com algo que eu não conheço", afirma. 

Fonte: UOL.COM.BR