Publicado em 20/02/2015 as 12:00am

Cinquenta tons de cinza é líder de bilheteria

No final de semana de estreia de um dos filmes mais esperados do momento, "50 tons de cinza", as brasileiras marcaram presença nos cinema americanos e comentam se teriam coragem de ter as mesmas experiências.

No final de semana de estreia de um dos filmes mais esperados do momento, “50 tons de cinza”, as brasileiras marcaram presença nos cinema americanos e comentam se teriam coragem de ter as mesmas experiências.

Estados Unidos faturou quase 82 milhões de dólares com a venda de ingressos do filme “50 tons de cinza” somente no final de semana de estreia. No Brasil a grande repercussão fez o filme ser a quarta maior estreia da história do cinema no País.

Podemos considerar que a venda dos mais de 100 milhões de exemplares vendidos, do primeiro livro da trilogia, seja um dos grandes incentivadores para essa repercussão toda, que levou aos cinemas muitos que nem sequer ousaram ler uma página do Best-seller de E. L. James.

Os jovens atores James Dornan e Dakota Johnson protagonizam essa trama “pornô-soft” dirigida por Sam Taylor-Johnson. O filme retrata o relacionamento entre o bilionário de 27 anos Christian Grey e a estudante Anastasia Steele e foca na relação íntima do casal e os sádicos gostos sexuais do jovem.

Com falas curtas, de quatro ou cinco palavras, cenas menos picantes do que o esperado e um final com gostinho de “vai ter de esperar as demais partes da trilogia”, o filme encantou alguns e decepcionou outros.

“As cenas escolhidas foram exatamente de acordo com o livro. Eu adorei, pois sou super fã. Eu já li a triologia completa duas vezes. Sobre tentar estas experiências talvez pudesse me aventurar a experimentar alguns itens no ‘Play Room’. Mas assinar um contrato de submissa, já não serviria pra mim por ser muito independente”, comenta Amanda Miceli, de Port Chester-NY.

Em opinião oposta, Angela Maciel, de NYC, diz não ter gostado do resultado. “Estava super empolgada e pra mim foi uma decepção total. O romance foi pior que água com açúcar e sensualidade zero. Os atores não conseguiram passar nenhum tipo de emoção. Não se via o tesão na cara deles. Não li o livro exatamente pra não me decepcionar com o filme. Quanto a me aventurar com as mesmas experiências eu não faria porque dor não me atrai. Não tenho tesão nisso. E no filme também não vi isso neles, achei que pudesse ver a outra face da moeda mas foi zero animação. Assisti no cinema da Times Square sábado à noite. Sala lotada e vi a decepção na cara das pessoas. Quando o filme acabou foi um ‘what a f’’ geral. Ninguém acreditava que era mesmo só aquilo. Outro ponto que acho que deve ser destacado, ele, que deveria ser o forte dominador foi dominado o tempo todo por uma mocinha sem sal. Ela enrolou ele direitinho”.

Quem também esperava mais cenas picantes e fortes é a moradora de Morristown, New Jersey, Maria Regina Oliveira. “Não li o livro, mas agora vou ler. Eu esperava muito mais sedução. Todos no cinema ficarem atônitos quando o filme terminou. Ficaram com a sensação de decepção, isso foi geral. Os atores são lindos, mas faltou o algo a mais”.

Para a Fernanda Almeida o filme não passou de um draminha de adolescentes, uma versão do romance que conferimos na Saga Crepúsculo. Embora não tenha lido o livro já conhecia a história que foi comentada por suas amigas, Fernanda acompanhou as notícias e mais informações sobre trama pela Internet e ficou na expectativa do filme. “Gostei muito da trilha sonora, mas achei o filme uma nova versão de Crepúsculo. Não achei forte, e tem um toque de humor no filme, eu esperava mais. Eu já assisti ninfomaníaca, do Lars Von Trier, e esse filme é muito forte e impactante, deixou ‘50 tons’ no chinelo. Eu teria coragem de fazer o que aparece no filme, é diferente, mas qualquer um pode fazer”.

Fã de carteirinha a moradora do Queens-NYC, Juliana Farnesi, acompanhou tudo desde o começo e até na pré-estreia, juntos com os atores, ela conseguiu fazer parte.

“Eu amei o filme, acho que foi super fiel ao livro. Claro que teve lá suas mudanças mais nenhuma delas fez com que eu me decepcionasse. Já assisti o filme quatro vezes, fui até na ‘premier’ junto com o elenco, foi show total. Para quem acompanha a história desde o início é como se fosse um filho nascendo”, comenta feliz com o resultado.

Elisabete Maria Nehme, de New York, comenta que o filme também é o que ela esperava e se fosse solteira teria coragem de arriscar algumas aventuras como fez Anastasia. “Ainda não li os livros não mais tenho os três na minha cabeceira e já comecei a ler, principalmente porque sou uma pessoa que ama o desconhecido e aventura”, finaliza.

Lá no Brasil a jornalista e empresária Paula Bernardo diz que foi a sensação pré-carnaval e comenta seu ponto de vista. “Li os três livros e não é uma experiência que me atrai, não teria coragem de fazer não. O filme achei que deixou a desejar, cortaram muitas partes do livro e faltou mostrar mais a personalidade possessiva e forte do Grey”.

Para muitos o filme só mostrou o que todo mundo esperava, o lado sádico de Christian, nos minutos finais, o que deveria ter ocorrido, pelo menos, na metade da trama.

De toda essa repercussão quem está feliz mesmo são as distribuidoras e os produtores, já que mesmo com tantos “decepcionados” e a crítica negativa, o filme foi sucesso de bilheteria e muita gente ainda vai conferir o longa-metragem nos próximos dias.

Fonte: Da Redação do Brazilian Times | Reportagem de Marisa Abel