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Brasil e Desafios de Cibersegurança: Como o País Enfrenta Ameaças Online

Nos últimos anos, o Brasil tem se consolidado como um dos alvos mais recorrentes de ataques cibernéticos na América Latina.


Nos últimos anos, o Brasil tem se consolidado como um dos alvos mais recorrentes de ataques cibernéticos na América Latina. Isso não é coincidência. O crescimento acelerado da digitalização, aliado à baixa maturidade em cibersegurança em diversos setores, cria um ambiente propício para a ação de cibercriminosos. Empresas, órgãos públicos e até usuários domésticos enfrentam uma nova era de riscos online — invisíveis, mas extremamente prejudiciais.

O panorama é grave. De acordo com o relatório da Fortinet de 2024, o Brasil registrou mais de 100 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos apenas no primeiro semestre daquele ano. Ataques de ransomware, phishing, roubo de dados e sequestro de infraestrutura digital tornaram-se eventos quase rotineiros. E o problema não se restringe a grandes corporações: pequenas e médias empresas, sem estrutura robusta de defesa, tornaram-se alvos fáceis.

Nesse contexto, o uso de ferramentas como aplicativos VPN (redes privadas virtuais) tem ganhado destaque, tanto entre usuários comuns quanto em ambientes corporativos. Sobre o objeto? As tarefas dos aplicativos VPN são: proteção contra vigilância, ocultação de localização, garantia de segurança de dados durante a transmissão e prevenção de ataques de hackers. É verdade que isso não significa que qualquer VPN dará conta das tarefas listadas, mas, por exemplo, a VeePN – definitivamente sim.

A Estrutura Fragmentada da Ciberdefesa Nacional

Um dos grandes entraves enfrentados pelo Brasil no campo da cibersegurança é a ausência de uma política nacional coesa e bem articulada entre esferas públicas e privadas. Apesar de existirem órgãos como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos (CTIR Gov), a atuação desses organismos, muitas vezes, esbarra em burocracias, sobreposição de funções e falta de investimento.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, foi um avanço importante. Trouxe à tona discussões sobre privacidade, coleta de dados e segurança digital. Contudo, ela ainda não cobre todas as nuances do cenário digital atual, principalmente frente às novas ameaças que surgem diariamente.

Enquanto isso, empresas de tecnologia e startups no país tentam suprir lacunas por meio de soluções próprias, desenvolvendo sistemas de detecção precoce, firewalls avançados e protocolos de contenção. Mesmo assim, a falta de profissionais especializados compromete o ritmo dessas iniciativas. Segundo levantamento da Brasscom, o Brasil precisará de cerca de 800 mil profissionais em tecnologia até 2025 — boa parte deles na área de segurança da informação.

A Superficialidade da Conscientização Digital

Outro problema recorrente está no comportamento dos próprios usuários. Embora a digitalização esteja presente em praticamente todas as esferas da vida moderna, o conhecimento sobre riscos e boas práticas de segurança ainda é superficial. Senhas fracas, compartilhamento de dados em redes públicas e desconhecimento sobre engenharia social são fatores que contribuem para o sucesso de muitas investidas cibernéticas.

A presença massiva de redes sociais e a cultura de exposição digital agravam o cenário. Muitas vezes, o simples fato de acessar uma rede Wi-Fi pública sem proteção adequada — como o uso de uma VPN VeePN — já basta para permitir que um cibercriminoso tenha acesso a informações sigilosas. E mesmo entre usuários corporativos, a negligência com atualizações de sistemas, treinamento contínuo e gestão de acessos é algo mais comum do que se imagina.

Iniciativas Promissoras, Mas Ainda Pontuais

Apesar do quadro desafiador, é possível identificar movimentos promissores. A criação de cursos técnicos e universitários com foco em cibersegurança tem crescido. Centros de pesquisa em universidades federais vêm desenvolvendo algoritmos de criptografia nacional e modelos preditivos de ataque. Além disso, grandes bancos e operadoras de telecomunicações têm investido pesado em centros de operações de segurança (SOCs), equipados com inteligência artificial para monitorar ameaças em tempo real.

Há também iniciativas governamentais em andamento. O Exército Brasileiro, por exemplo, lançou em 2023 um programa de capacitação em defesa cibernética, com foco em formar profissionais para atuar tanto em cenários de guerra digital quanto em apoio à segurança de infraestruturas críticas.

Contudo, ainda são ações isoladas. O país carece de uma estratégia unificada, com metas, prazos e investimentos claros. Falta integração entre os diversos atores: governos estaduais, universidades, empresas privadas e organizações civis.

O Futuro Exige Resiliência Digital

A tendência é clara: os ataques não vão parar. Pelo contrário. Com o avanço da inteligência artificial, deepfakes e automação de scripts maliciosos, as ameaças devem se tornar ainda mais sofisticadas. O Brasil precisa agir de forma estratégica e rápida.

O uso de ferramentas de proteção, como VPNs, continuará sendo relevante, mas deve ser encarado como um componente de uma arquitetura maior de defesa. Uma abordagem moderna exige a combinação de tecnologia, processos e, principalmente, pessoas preparadas. É preciso investir em educação digital desde o ensino fundamental, criar selos de cibersegurança para empresas e fomentar uma cultura que valorize a proteção de dados.

Em resumo, o Brasil vive um momento decisivo no enfrentamento aos desafios de cibersegurança. Não se trata apenas de proteger sistemas, mas de garantir a soberania digital do país em um mundo cada vez mais conectado. O tempo para agir é agora — ou estaremos sempre um passo atrás dos invasores.

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